Belo Horizonte – No último domingo (2/8), Mateus Simões foi oficialmente anunciado como candidato à reeleição ao governo de Minas Gerais pelo PSD. Durante o evento, ele não hesitou em criticar o ex-deputado federal Eduardo Cunha, chamando-o de "cadáver" em meio às articulações para as eleições de 2026. Simões comentou sobre a incerteza política atual, atribuindo-a à polarização que vem retardando as decisões eleitorais.
"A polarização fez com que as decisões ficassem pendentes e os oportunistas enxergassem uma chance de trazer à tona figuras como Eduardo Cunha", declarou. Ele se mostrou perplexo com a ideia de que um político condenado e cassado no Rio de Janeiro esteja buscando uma candidatura a deputado estadual em Minas Gerais.
O governador ainda criticou a falta de definição nas chapas majoritárias em Minas, ressaltando que até o momento nenhuma vice-candidatura foi anunciada e a composição para o Senado permanece incompleta. Além disso, destacou a necessidade de os políticos mineiros terem um papel ativo nas decisões políticas do estado, sem a interferência de lideranças de fora. "Em nossa chapa, são os políticos mineiros que decidem quem nos representa. Não aceitaremos imposições de fora", afirmou.
Eduardo Cunha e suas Controvérsias
Eduardo Cunha, que enfrenta investigações da Polícia Federal sobre o uso irregular de emendas parlamentares, foi cassado em 2016 e condenado por diversos crimes, embora parte de sua sentença tenha sido anulada pelo STF em 2023. O ex-deputado, que planeja concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados por Minas Gerais, negou qualquer irregularidade e enfrentou resistência dentro de seu partido, o Republicanos.
Após as declarações de Simões, Cunha reagiu em suas redes sociais, afirmando que a crítica foi feita de maneira "baixa" e refletiu o "desespero" e o "isolamento político" do atual governador. Ele argumentou que o vice-governador, que chegou ao cargo sem ter sido eleito, se sente ameaçado pela perspectiva de uma derrota nas próximas eleições.
Perspectivas para as Eleições
Durante a convenção estadual do PSD, que confirmou sua candidatura à reeleição para o Palácio Tiradentes, Simões também anunciou uma coligação com os partidos Avante e Novo. O ex-governador Romeu Zema (Novo) esteve presente para apoiar a candidatura de Simões. O senador Carlos Viana (PSD) foi indicado como candidato ao Senado pela chapa, embora a segunda vaga ainda esteja indefinida.
A polarização política e as incertezas nas candidaturas marcam o cenário eleitoral em Minas Gerais, onde as lideranças locais buscam se afirmar em um ambiente altamente competitivo e repleto de desafios.




