Senadora Damares Alves levanta a voz contra Alexandre de Moraes
Na última terça-feira (1º de setembro de 2026), a senadora Damares Alves, do Republicanos-DF, fez uma declaração contundente no plenário do Senado, prevendo uma onda de pedidos de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A fala da senadora veio à tona após a divulgação de documentos que revelaram a conexão entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Damares expressou sua indignação com a situação e classificou a revelação como uma “fratura exposta” do sistema republicano. Para a senadora, a gravidade do episódio não deve ser subestimada e requer uma ação enérgica do Senado. "O que aconteceu é um escândalo que não pode ser ignorado", afirmou Damares, que pediu a renúncia imediata de Moraes. "Pelo bem da nação e da República, renuncie ainda hoje. Seria a melhor notícia que o Brasil poderia receber", completou.
Desdobramentos na Câmara e no Senado
A pressão contra Moraes não se restringe ao Senado. O deputado Cabo Gilberto Silva, do PL da Paraíba, também anunciou que vai protocolar um pedido de impeachment na Câmara dos Deputados. Em uma postagem nas redes sociais, ele argumentou que o ministro não possui condições de continuar no STF, afirmando que, se o Brasil ainda fosse uma democracia, Moraes já teria saído.
“Esperamos que o Senado Federal agora faça sua parte. Não dá mais”, declarou Silva em sua publicação, refletindo o sentimento de urgência entre os opositores de Moraes.
Outro senador, Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, também se manifestou contra Moraes e confirmou que já havia protocolado um pedido de impeachment. Viana baseou sua decisão nas evidências que sugerem que Moraes editou um contrato de R$ 131 milhões em serviços jurídicos entre o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em sua declaração, Viana não poupou críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá. Ele ameaçou solicitar o afastamento de Alcolumbre do cargo caso o pedido de impeachment contra Moraes fosse arquivado. "Quem usa a cadeira para blindar autoridade investigada perde a legitimidade para continuar sentado nela", destacou Viana, enfatizando a necessidade de uma resposta rápida sobre o caso.
Expectativas futuras
As próximas semanas prometem ser decisivas para o futuro do ministro Alexandre de Moraes, à medida que a pressão política aumenta e os pedidos de impeachment se acumulam. Tanto Damares Alves quanto outros parlamentares têm insistido que a situação não pode ser tratada como uma crise temporária, mas sim como um chamado à ação que requer a resposta do Senado.




