Na próxima terça-feira, dia 1º de setembro, o Senado Federal deverá deliberar sobre a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o Tribunal de Contas da União (TCU). O líder do PSB no Senado, Cid Gomes (CE), revelou que o partido está mobilizando assinaturas para garantir a viabilidade da votação.
A expectativa é que a aprovação aconteça durante a semana de esforço concentrado, um período em que a Casa busca acelerar suas atividades legislativas. Gomes expressou otimismo quanto à aprovação unânime do nome de Pacheco pelos senadores, ressaltando a importância de se alcançar a maioria absoluta, que exige o apoio de pelo menos 41 senadores no primeiro turno de votação.
A indicação de Pacheco ao TCU ocorre após ele ter sido considerado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), era um defensor do nome do mineiro para a Corte suprema, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por indicar Jorge Messias, advogado-geral da União, para a posição.
Esse movimento em torno da indicação ao TCU é interpretado por alguns como uma forma de Alcolumbre oferecer um “prêmio de consolação” a Pacheco, uma vez que sua candidatura ao STF não se concretizou. Segundo informações, Alcolumbre teria sugerido a Pacheco a vaga no TCU em vista da iminente saída do ministro Bruno Dantas, que protocolou seu pedido de renúncia ao cargo na última segunda-feira (31 de agosto).
Dantas, que atuou no TCU por quase trinta anos, anunciou sua decisão de deixar o serviço público para se dedicar a novos projetos em sua carreira. Ele mencionou a intenção de se envolver em iniciativas de interesse nacional e manter atividades no âmbito acadêmico e no debate público. Informações indicam que Dantas pode assumir a liderança da Avibras, uma empresa brasileira de sistemas de defesa, que está em processo de aquisição pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.
Com a renúncia de Dantas, a urgência para a aprovação da indicação de Pacheco se torna ainda maior, uma vez que ele precisa ter seu nome aprovado para assumir a posição no TCU, um órgão fundamental na fiscalização das contas do governo e na assistência ao Congresso no controle da administração pública.




