A política catarinense pode ver uma mudança significativa nas próximas eleições, com a candidatura de Marlene Soccas, de 92 anos, ao Senado. Se eleita, Marlene completará 100 anos ao final do seu mandato, em 2034, tornando-se uma das figuras mais emblemáticas da história política do Estado.
Natural de Laguna, Marlene é dentista aposentada e é a mais velha entre os candidatos às eleições de 2026. Apesar da idade avançada, ela mantém sua disposição política e não possui um limite de idade máxima estipulado pela Constituição para concorrer ao cargo, que exige apenas uma idade mínima de 35 anos.
Marlene Soccas é uma figura que carrega consigo uma trajetória de resistência. Seu perfil no site da Unidade Popular, partido ao qual é filiada, revela que ela foi sequestrada e torturada durante a ditadura militar no Brasil, um passado que a moldou e a tornou uma defensora da democracia. Ela vive atualmente em Criciúma e não declarou patrimônio em sua candidatura.
Ao lado de Marlene, seus suplentes são Adriana Rio, de 50 anos, e Professor Jacson, de 38 anos, ambos do mesmo partido. A candidatura de Marlene se destaca em um cenário político onde cada estado brasileiro deve eleger dois senadores. Em uma pesquisa recente realizada pela Quaest, publicada no dia 24 de agosto de 2026, Marlene registrou 1% das intenções de voto, enquanto outros candidatos, como Esperidião Amin (PP) e Carlos Bolsonaro (PL), estão em uma disputa acirrada pela liderança.
O ano de 1934, quando Marlene nasceu, foi marcado por eventos históricos significativos, como a ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha e a criação da Universidade de São Paulo (USP) no Brasil, além da instituição do voto feminino. Na época, o Brasil vivia sob a presidência de Getúlio Vargas, antes da implementação do Estado Novo.
O Poder360 tentou entrar em contato com a Unidade Popular para obter um comentário sobre a candidatura de Marlene, mas não obteve resposta até a publicação deste artigo. A matéria será atualizada caso a equipe do partido se manifeste.




