A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) anunciou que o número de casos confirmados de sarampo no estado atingiu a marca de 26. A maioria dos pacientes afetados não tinha a vacinação completa ou não havia recebido nenhuma dose da vacina.

Entre os novos diagnósticos, destacam-se dois bebês, um menino e uma menina, ambos com menos de um ano, além de uma mulher na faixa dos 30 anos. A capital paulista é a região que concentra a maior parte dos casos, com 20 deles registrados. Os outros casos incluem dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

Após essa elevação no número de casos, a SES reiterou a urgência da vacinação para cidadãos com idades entre 6 meses e 59 anos, especialmente nas áreas mais afetadas. Os dados preliminares de 2026 indicam uma cobertura vacinal de apenas 89,35% para a primeira dose e 74,64% para a segunda dose da vacina tríplice viral, enquanto a meta é atingir 95% para cada dose.

Em resposta ao aumento dos casos, a campanha de vacinação foi ampliada. Até o dia 1º de setembro, a imunização está sendo realizada em todos os 645 municípios do estado, direcionada a crianças e adolescentes com menos de 15 anos. Além disso, moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo que têm entre 6 meses e 59 anos também têm a oportunidade de receber uma dose extra da vacina.

O objetivo desta mobilização é recuperar a cobertura vacinal no estado, que entre 2023 e 2025 apresentou um desempenho superior à média nacional na aplicação das duas doses da vacina tríplice viral, responsável pela proteção contra sarampo, caxumba e rubéola.

No último Dia D de Vacinação, realizado em 22 de agosto, mais de 600 mil doses de diversas vacinas foram aplicadas em todo o estado, conforme dados do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo.

Quem deve se vacinar? A vacinação ampliada contra o sarampo é destinada a moradores das áreas afetadas. Podem se dirigir a uma unidade de saúde pessoas entre 6 meses e 59 anos. Mesmo aqueles que já foram vacinados anteriormente devem avaliar com a equipe de saúde a necessidade de novas doses.

Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias têm direito à chamada dose zero, que oferece uma proteção adicional, embora não substitua as vacinas regulares do calendário infantil. A primeira dose da vacina deve ser administrada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Nos demais municípios, a Campanha de Multivacinação continua direcionada a crianças e adolescentes com menos de 15 anos. Os responsáveis devem levar a caderneta de vacinação para que os profissionais de saúde possam verificar quais doses estão pendentes e oferecer orientações sobre a atualização do calendário. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza todas as vacinas previstas no Programa Nacional de Imunizações de forma gratuita.