Uma das jornadas mais relevantes do calendário macroeconômico desenrola-se nesta quarta-feira (16). Investidores, analistas e agentes financeiros de todo o mundo alinham suas estratégias diante de uma intensa bateria de indicadores operacionais e, principalmente, das decisões sobre os rumos da política monetária nas principais economias globais.

Cenário nacional: Selic e prévia do PIB concentram atenções

No ambiente doméstico, os holofotes voltam-se para o término da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A autoridade monetária brasileira anunciará seu parecer sobre a taxa básica de juros, a Selic, balizador fundamental para o custo do crédito e a trajetória inflacionária do país.

Paralelamente, o Banco Central apresenta o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) relativo ao mês de julho. O dado é acompanhado com lupa pelo mercado por se consolidar como a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Na mesma data, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) traz a público os números mais recentes sobre o setor de produtos e serviços referentes a setembro.

Panorama internacional: Federal Reserve e métricas europeias

No plano externo, o destaque absoluto cabe ao Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que comunica sua decisão de juros às 15h. A sinalização do monetário norte-americano dita a atratividade dos títulos públicos dos EUA e redireciona fluxos de capital globalmente. Mais cedo, às 9h30, o país publica os dados de vendas no varejo de agosto, indicador chave sobre o vigor do consumo americano.

A Europa também contribui para o panorama econômico do dia com atualizações relevantes sobre a pressão inflacionária e a atividade produtiva:

  • Reino Unido: divulgação do índice de inflação referente a agosto, programada para as 3h;
  • Itália: publicação dos números de inflação de agosto às 5h;
  • Zona do Euro: balanço da produção industrial de julho, revelado às 6h.

Reflexos no mercado financeiro

A simultaneidade dos anúncios no Brasil e nos Estados Unidos configura o fenômeno conhecido no mercado como 'Superquarta'. A postura adotada pelos dirigentes do BC e do Fed será determinante para a precificação de ativos, o comportamento do câmbio e os ajustes nas curvas de juros futuros ao longo de toda a semana.