Assunção – A capital paraguaia sedia nesta segunda-feira (29) a Reunião Ordinária do Conselho do Mercado Comum (CMC), com a participação de ministros dos países membros do Mercosul. Este encontro antecede a 68ª Cúpula de chefes de Estado, agendada para amanhã, que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre outros líderes regionais.
O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Lezcano, deu início aos trabalhos destacando a relevância do diálogo e da colaboração como pilares fundamentais para o progresso da região. O Brasil está representado pelo chanceler Mauro Vieira, que se unirá a outros ministros para discutir temas cruciais para o Mercosul.
Lezcano enfatizou a oportunidade que a reunião traz para uma análise dos avanços realizados durante a presidência paraguaia, além de compartilhar visões sobre os tópicos mais relevantes na agenda do bloco. “É um momento propício para fortalecer nosso processo de integração”, afirmou o chanceler paraguaio.
Nos dias que antecederam a reunião, foram realizadas as reuniões técnicas do Mercosul, onde os países avançaram em pautas significativas, como comércio, modernização do controle de fronteiras e integração digital. Espera-se que ao final do encontro, sejam assinados acordos que reforcem a cooperação entre os países.
Nesta terça-feira (30), a Cúpula de chefes de Estado reunirá presidentes de nações sul-americanas, incluindo Lula (Brasil), Javier Milei (Argentina), Rodrigo Paz (Bolívia), Yamandú Orsi (Uruguai), José Antônio Kast (Chile) e Daniel Noboa (Equador), além do anfitrião, Santiago Peña.
O evento acontece em um contexto em que governos de direita têm ganhado destaque na América do Sul, após a eleição de representantes desse espectro na Colômbia e Peru, consolidando o que tem sido chamado de Onda Azul na região. A reunião também deve abordar a solidariedade à Venezuela, que enfrenta uma grave crise humanitária em decorrência de terremotos que afetaram o país.
Além disso, o encontro promete celebrar avanços nas negociações de acordos comerciais, reforçando a importância do Mercosul na promoção da integração econômica e social entre seus membros.




