Belo Horizonte – O Partido dos Trabalhadores (PT) está passando por um momento desafiador na busca por um candidato ao governo de Minas Gerais, um estado crucial para a base eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A situação começou a se complicar após o senador Rodrigo Pacheco (PSB) recusar a candidatura, levando o partido a explorar alternativas para garantir uma presença forte nas eleições.
A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), tornou-se a principal escolha, mas sua resistência em abrir mão de uma candidatura ao Senado em favor da corrida pelo governo tem sido um obstáculo significativo. Essa hesitação levou os dirigentes petistas a considerar um “plano C”, uma vez que a conversa entre Lula e Marília não parece ter convencido a ex-prefeita a reconsiderar sua posição.
Marília defende que a proposta de concorrer ao governo é arriscada e prefere manter sua candidatura ao Senado, que considera mais promissora. Essa decisão reflete uma preocupação com a estratégia política do PT em um cenário eleitoral já complexo. Apesar da expectativa de que Lula possa convencê-la, há um consenso crescente dentro do partido de que a ex-prefeita não mudará de ideia.
Enquanto isso, a busca por outros nomes para a candidatura ao Palácio Tiradentes continua. A direção do PT reafirmou sua intenção de apresentar um candidato próprio, ao invés de apoiar uma candidatura de outro partido. Entre os novos candidatos em consideração, destacam-se os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia, que se destacaram em pesquisas internas do partido.
Ambos os deputados, que obtiveram votação expressiva na última eleição para a Câmara, são vistos como opções viáveis, mas existem preocupações sobre o impacto de sua ausência na Câmara, especialmente considerando suas conquistas anteriores. Reginaldo Lopes, que já expressou interesse em uma candidatura a cargos majoritários, ainda não descartou a possibilidade de concorrer se for escolhido por Lula.
Outro nome mencionado é o da ex-ministra dos Direitos Humanos Macaé Evaristo, que possui uma trajetória política forte e é considerada capaz de liderar uma candidatura competitiva. Além disso, o ex-prefeito de Teófilo Otoni, Daniel Sucupira, também é visto como uma opção, apesar de ser um novo nome no cenário, com uma boa comunicação e relações estabelecidas com prefeitos da região do Vale do Mucuri.
Adicionalmente, o ex-deputado estadual André Quintão foi mencionado, embora seu foco atual seja reconquistar uma base eleitoral após sua última tentativa de se candidatar a vice-governador. A situação permanece incerta, mas a liderança do PT demonstra determinação em manter uma candidatura própria.
No entanto, alguns filiados ao PT começam a considerar a possibilidade de alianças com outros partidos, especialmente se os esforços para assegurar uma candidatura própria não evoluírem. O ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), surge como um nome que poderia unir apoio, apesar das resistências anteriores dentro da militância petista. A situação é dinâmica e os próximos passos do PT em Minas Gerais serão cruciais para o sucesso nas eleições que se aproximam.




