Belo Horizonte – A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta desafios significativos, especialmente com uma queda nas intenções de voto em relação à concorrência, como o ex-presidente Lula (PT). Em meio a essa turbulência, o presidente do Republicanos em Minas, Euclydes Pettersen, manifestou dúvidas sobre a possibilidade de o senador Cleitinho Azevedo, correligionário, se unir a Flávio Bolsonaro numa eventual aliança no estado, que é considerado crucial para a eleição.
Cleitinho, que ainda não confirmou sua candidatura, deixou claro que, se entrar na corrida, manterá suas posições, mesmo que isso cause desconforto entre os apoiadores de Flávio. Pettersen indicou que essa postura pode levar a uma reavaliação da aliança, questionando se o apoio a Flávio ainda é vantajoso para o Republicanos. Ele mencionou que o partido está considerando alternativas para uma candidatura própria em Minas Gerais.
A defesa de Cleitinho em favor da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que se viu envolvida em um conflito familiar, destaca um possível distanciamento entre os grupos. Azevedo classificou as críticas contra Michelle como “covardes”, reforçando sua independência e alinhamento com as causas que defende, o que pode gerar um certo isolamento na coalizão bolsonarista.
Pettersen enfatizou que a decisão de Cleitinho em manter suas convicções deve levar em conta os impactos que isso pode ter não apenas em sua própria candidatura, mas também na estratégia nacional do PL. Ele observou que, se Cleitinho decidir se candidatar, é provável que busque apoio de quem estiver liderando nas pesquisas, independentemente da afiliação política.
Além disso, Pettersen lembrou que Cleitinho já votou várias vezes em alinhamento com o governo Lula, o que pode complicar ainda mais a relação com Flávio e seus apoiadores. “Se o Flávio desejar contar com o apoio do Cleitinho, ele deve estar ciente de que este não alterará seu estilo de atuação”, apontou o presidente do Republicanos.
Enquanto isso, o presidente estadual do PL, deputado federal Zé Vitor, aguarda uma definição de Cleitinho em relação a uma possível candidatura ao Palácio Tiradentes. Ele solicitou um prazo até após a Copa do Mundo para que o senador tome sua decisão. O PL já tem planos alternativos, considerando nomes como o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, e o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Flávio Roscoe, caso Cleitinho opte por não concorrer.




