O candidato à presidência da República, Renan Santos, do partido Missão, fez uma declaração neste domingo (30/8) em resposta à decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que retirou de pauta o julgamento de sua candidatura. Segundo Renan, a questão envolve um "problema interno de sistema" que, segundo ele, já foi solucionado há bastante tempo.

De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, Toffoli mencionou que existem "indícios de ilicitudes" relacionados aos perfis de redes sociais apresentados pelos candidatos Renan Santos e Aroldo Medina, que é seu vice. Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, Renan defendeu que a situação envolvendo o registro das redes afeta vários candidatos, mas enfatizou que suas contas estão devidamente registradas.

Renan também criticou a tentativa de enquadrar sua campanha como um abuso de poder econômico. Ele afirmou: "Minha campanha, assim como a de outros candidatos grandes nesta eleição, é a mais modesta e econômica". O candidato destacou que sua campanha se baseia em doações privadas e na habilidade de comunicação do time envolvido, sem a necessidade de grandes investimentos financeiros.

Durante suas declarações, ele questionou a lógica de ser considerado um candidato que abusa do poder econômico, enquanto outros concorrentes desembolsam quantias exorbitantes para suas campanhas. "Peço que continuem divulgando meu trabalho e mantenham a confiança, pois não acredito que a Justiça será injusta em uma situação tão evidente", completou Renan.

Sobre a decisão do TSE, o ministro Toffoli, ao retirar o processo da pauta, explicou que foram encontrados indícios de irregularidades nas petições apresentadas em 19/8/2026, que envolviam 18 perfis em redes sociais, como parte das informações complementares do registro enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026. A análise desse procedimento, que visa verificar a regularidade das ações partidárias da chapa, estava programada para ser realizada na próxima segunda-feira (31/8), mas foi suspensa.