Uma séria infestação de roedores tem causado apreensão entre os servidores que atuam no Bloco F da Esplanada dos Ministérios, onde se localizam o Ministério da Previdência Social e o Ministério do Trabalho e Emprego. Funcionários, incluindo trabalhadores terceirizados, relataram a presença de ratos em diversos andares do prédio, levando à interdição de um deles.

Segundo relatos, os roedores foram avistados principalmente nos 7º, 8º e 9º andares. A situação se agravou a ponto de alguns trabalhadores do 8º andar apresentarem mal-estar, sendo necessário liberá-los do trabalho. Imagens recebidas pela reportagem mostram um rato morto em uma sala que deveria ser destinada ao descanso e refeição dos funcionários, além de fezes e urina nos armários onde se localizava um micro-ondas.

“Estamos expostos a um ambiente insalubre. Este é o espaço onde almoçamos e trocamos de roupa. O risco à nossa saúde é imenso”, afirmou um dos funcionários que registrou a situação em vídeo.

A presença de ratos já vinha sendo observada há vários dias. Em um dos gabinetes do 8º andar, um forte odor levou servidores a encontrarem um rato morto, e relatos indicam que outro rato vivo também estava presente, mas não foi capturado. “A situação já se arrasta há algum tempo. Ontem, removeram um rato morto porque o mau cheiro era insuportável, mas ainda há um vivo por aí”, comentou uma servidora que preferiu não ser identificada.

No 7º andar, trabalhadores relataram que um rato morto continua no teto, sem a devida remoção. “Ninguém tomou a iniciativa de retirar o animal, alegando falta de um local adequado para descarte. Enquanto isso, o mau cheiro persiste”, disse outra funcionária. Apesar de não terem sido liberados, eles apontam que a situação é igualmente desconfortável.

Devido a essa infestação, o 8º andar foi interditado, especialmente após episódios de mal-estar entre os servidores. A equipe afirma que uma dedetização geral foi realizada no prédio no último fim de semana, e uma comunicação interna foi enviada a alguns funcionários sobre a gravidade do problema. “Muitos estão preocupados, até mesmo com receio de beber água”, revelou um dos trabalhadores.

O Metrópoles tentou contatar o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério da Previdência Social para obter respostas sobre a situação, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para futuras declarações sobre o caso.