No último dia 31 de julho, um grave episódio de injúria racial ocorreu durante a partida entre XV de Jaú e Ituano, válida pelo Campeonato Paulista Sub-20. A situação alarmante gerou a ativação do protocolo antirracismo da Federação Paulista de Futebol (FPF) nos minutos finais do segundo tempo.

O atacante João Vitor, do Ituano, informou aos árbitros que foi alvo de uma ofensa racista, sendo chamado de "macaco" por um jogador do XV de Jaú, o zagueiro colombiano Eraso. Embora a equipe de arbitragem, liderada por Nelson Marques da Silva, não tenha presenciado o ato discriminatório, a partida foi interrompida por alguns minutos para seguir os procedimentos adequados estabelecidos em casos de discriminação.

Em resposta ao ocorrido, o Ituano Futebol Clube divulgou uma nota oficial expressando apoio ao atleta João Vitor e condenando a injúria racial. O clube destacou estar investigando a situação e comprometido em tomar as devidas ações legais. Em suas palavras, "O Ituano Futebol Clube SAF repudia veementemente o ato de injúria racial narrado pelo atleta durante a partida e reafirma seu compromisso inegociável no combate ao racismo".

Após a interrupção, João Vitor decidiu continuar na partida, que terminou com o placar de 2 a 1 em favor do XV de Jaú. Durante o confronto, também foi registrado um incidente envolvendo um torcedor que teria proferido gritos homofóbicos contra um dos assistentes de arbitragem. O homem deixou o estádio antes de ser identificado, conforme consta na súmula da partida.

A Federação Paulista de Futebol se manifestou sobre o incidente, afirmando que acompanhará de perto as investigações e reforçando sua política de tolerância zero contra qualquer forma de discriminação. O XV de Jaú, por sua vez, também se posicionou, declarando que colaborará integralmente com o esclarecimento dos fatos.

Se as alegações forem confirmadas, os responsáveis poderão enfrentar punições disciplinares e esportivas conforme as regras da competição e a legislação desportiva vigente.