Trump Questiona Oposição Iraniana em Postagem
Em uma declaração provocativa postada em sua rede social, o Truth Social, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou a questão sobre quando os iranianos se levantarão contra seu governo. A postagem ocorreu na terça-feira, 1º de setembro de 2026, em um momento de crescente tensão entre Washington e Teerã.
Trump, que é membro do Partido Republicano, enfatizou que não está pressionando o Irã para entrar em negociações com os EUA. Segundo ele, a situação atual dos Estados Unidos é vantajosa, uma vez que o país exerce um "controle quase total" sobre o estratégico estreito de Ormuz, uma das principais vias de transporte de petróleo do mundo.
O ex-presidente afirmou que a economia iraniana está "desmoronando" e criticou a mídia, mencionando que não se importa se o Irã decidir assinar um acordo que não traga benefícios. "Prefiro muito mais nossa posição atual, com o controle quase total do estreito de Ormuz e a economia deles em colapso. Eles estão apenas adiando o inevitável. Quando o povo iraniano vai se levantar e lutar?" questionou Trump.
Esse comentário veio à tona no mesmo dia em que os Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra alvos no Irã. O Comando Central dos EUA confirmou que os ataques se concentraram em instalações de defesa aérea, sistemas de radar e infraestrutura marítima iraniana. Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra alvos na região, intensificando ainda mais os conflitos entre as duas nações.
O estreito de Ormuz, onde cerca de 20% do petróleo mundial é transportado, é um ponto crítico nas disputas militares atuais. O governo Trump tem aumentado as sanções contra o Irã, com medidas que, apenas em agosto, afetaram quase 60 indivíduos, empresas e embarcações vinculadas ao setor de petróleo, tecnologia nuclear e transporte.
A inflação no Irã alcançou impressionantes 66% em julho, e o comércio exterior do país caiu quase 35%, refletindo os efeitos das sanções. Em uma nova declaração na quarta-feira, 2 de setembro, Trump indicou que a intensidade dos ataques americanos não deverá durar muito tempo, mas reafirmou que os Estados Unidos estão prontos para novas ofensivas, caso necessário.




