Flávio Bolsonaro em Comício: Críticas Direcionadas a Lula
No último comício realizado em Porto Alegre, o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não poupou críticas ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A seu ver, a relação próxima de Lula com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, levanta sérias questões sobre a governança do país.
Durante o evento, que atraiu uma multidão de apoiadores, Flávio destacou a ausência de um pronunciamento por parte de Lula em relação a mensagens reveladas pela Polícia Federal. Essas mensagens, que pertencem a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, indicam uma estreita relação entre Moraes e Vorcaro.
“Me pergunto quem realmente governa o Brasil, se é o Lula ou se é o Alexandre de Moraes. O único candidato à Presidência que ainda não se manifestou sobre essa polêmica é o Lula”, afirmou o senador, em tom desafiador.
Falta de Resposta e Relação com o STF
Flávio argumentou que o silêncio de Lula se deve a sua dívida com o STF, que, segundo ele, foi responsável pela anulação de quatro condenações do ex-presidente na Lava Jato, em 2021. “Ele não se pronuncia porque tem o rabo preso. Lula deve ao STF não só a sua liberdade, mas também a chance de retornar ao jogo político”, disse.
O candidato defendeu que, devido a essas circunstâncias, Lula não tem mais legitimidade para continuar na presidência. “Ele precisa deixar o cargo imediatamente, pois já não é mais apto a governar”, ressaltou Flávio, enfatizando a necessidade de transparência na política.
Visibilidade e Contato com o Povo
Flávio também fez uma crítica à capacidade de Lula de se conectar com a população. “O que eu mais gosto de fazer é o que Lula não pode: andar entre o povo. Hoje, temos um presidente que não tem liberdade para se misturar com a população”, declarou, ressaltando a importância do contato direto com os cidadãos.
O evento, que reuniu milhares de apoiadores, contou com a presença de figuras importantes da direita gaúcha, como Luciano Zucco, candidato ao governo do Rio Grande do Sul, além dos senadores Sanderson e Marcel Van Hattem. A mobilização foi vista como um indicativo do fortalecimento da base de apoio do PL na região.




