Felipe Nunes, diretor da Quaest Pesquisa e Consultoria, anunciou que a empresa não vai realizar pesquisas para candidatos e partidos nas próximas eleições. A declaração foi feita em um comunicado nas redes sociais no último domingo (12/7).
De acordo com Nunes, a decisão foi tomada após uma reunião com o conselho da empresa. Ele destacou que a Quaest irá focar na finalização de mais de 200 pesquisas já solicitadas pela Globo e suas afiliadas, além de estudos qualitativos e de acompanhamento encomendados por empresas privadas que buscam entender o cenário eleitoral.
Nunes enfatizou que essa escolha reforça o compromisso da Quaest com a imparcialidade e a independência, essenciais em processos eleitorais. “Publicar pesquisas em um momento tão crucial exige responsabilidade e atenção ao público que confia em nosso trabalho”, declarou.
Essa mudança de postura levanta questões sobre os impactos que essa decisão pode ter na dinâmica da campanha eleitoral e na percepção pública acerca das pesquisas de opinião. O movimento também reflete uma tendência crescente entre institutos de pesquisa de priorizar a transparência e a ética em um período onde a desinformação pode influenciar o processo democrático.
O que isso significa para as eleições de 2026?
A ausência de novas pesquisas por parte da Quaest pode alterar as estratégias dos candidatos e partidos que tradicionalmente utilizam esses dados para moldar suas campanhas. Sem acesso a novas informações, a capacidade de adaptação em tempo real às opiniões do eleitorado pode ser limitada.
Além disso, a Quaest se posiciona como uma referência em pesquisa e consultoria de opinião pública no Brasil, e sua decisão pode influenciar outros institutos a revisarem suas políticas quanto à realização de pesquisas no contexto eleitoral.
A posição do mercado e o futuro das pesquisas eleitorais
O mercado de pesquisa eleitoral é vital para a compreensão das tendências de voto e a formação de estratégias políticas. Com a Quaest focando em projetos já em andamento, surgem questionamentos sobre como outras empresas irão atuar em um cenário onde a demanda por dados precisos e confiáveis é cada vez maior.
Um aspecto importante a ser analisado é a confiança do público em pesquisas de opinião. A quantidade de informações disponíveis nas redes sociais e outros meios digitais pode criar um ambiente de desconfiança, tornando fundamental a atuação de institutos que prezam pela ética e pela qualidade dos dados apresentados.
- Decisão da Quaest: Não realizará pesquisas ou monitoramento para candidatos e partidos em 2026.
- Foco em pesquisas encomendadas: Priorizará mais de 200 estudos já contratados pela Globo e empresas privadas.
- Compromisso com a ética: Busca reforçar a imparcialidade e a responsabilidade no cenário eleitoral.




