O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu adotar uma estratégia diferenciada em relação ao Partido Liberal (PL) e não prevê que a primeira-dama Janja da Silva faça um discurso durante a convenção que oficializará a candidatura à reeleição do presidente Lula. A convenção está agendada para o próximo domingo, 2 de agosto, e será realizada no Pavilhão Vera Cruz, localizado em São Bernardo do Campo, São Paulo, considerado um importante reduto político do PT.
A decisão de não incluir Janja na programação oficial tem como base a avaliação dos membros da campanha, que reconhecem a relevância da primeira-dama em engajar o eleitorado feminino. Embora não vá discursar, Janja deverá participar de atividades com foco em pautas sociais e de gênero, especialmente aquelas relacionadas ao combate ao feminicídio, uma questão que deve ser amplamente discutida nas campanhas eleitorais.
Em contraste, a campanha do senador Flávio Bolsonaro, do PL, que é o principal oponente de Lula na corrida presidencial, promoveu um discurso significativo da sua esposa, Fernanda Bolsonaro. A dentista, sem experiência política anterior, ganhou destaque após o tumulto gerado pela disputa pública entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que é madrasta do senador.
Durante a convenção do PL, realizada no último sábado, Fernanda Bolsonaro abordou temas de interesse feminino e a importância do empreendedorismo, criticando a alta carga tributária do Brasil. Em sua fala, ela destacou:
“Como cirurgiã-dentista, eu também sei o quanto é difícil abrir um negócio e empreender neste país com a quantidade de impostos que a gente tem. E, como mãe, eu sofro mais ainda. Não quero mais assistir a notícias de mulheres sendo violentadas, assassinadas todos os dias no nosso país. Isso precisa acabar.”
Enquanto isso, o PT planeja que Janja tenha um espaço exclusivo no comitê eleitoral do presidente Lula em Brasília, onde deverá desenvolver uma série de compromissos voltados para o fortalecimento da presença feminina na política. Nos próximos dias, a primeira-dama iniciará uma agenda intensa que visa tratar da violência contra a mulher, destacando a urgência desse tema nas discussões eleitorais.




