Investigação Alvo de Ação do PT

Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) formalizaram um pedido à Procuradoria Geral da República (PGR), na última quarta-feira (3 de setembro de 2026), para que sejam iniciadas investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-assessor e advogado Thiago Faria. A solicitação visa apurar possíveis crimes relacionados à corrupção passiva, corrupção ativa e advocacia administrativa.

Os parlamentares enfatizam que não estão acusando diretamente os envolvidos, mas que as informações divulgadas pelo ICL Notícias, incluindo mensagens e áudios, justificam a necessidade de uma investigação detalhada.

Custos de Viagens e Relações Suspeitas

No cerne da denúncia, destaca-se a alegação de que Vorcaro teria financiado os voos de Nikolas durante o segundo turno das eleições de 2022, mesmo após a eleição do deputado, que ainda não havia assumido seu cargo. Em uma conversa registrada em abril de 2024, Vorcaro teria afirmado: “Esse Nikolas eu banquei todos os voos dele”.

A representação sustenta que, em abril de 2024, o deputado havia criticado um evento em Londres sponsorizado pelo Banco Master e manifestou a intenção de acionar a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça. Em resposta, Vorcaro teria buscado interlocutores para acalmar a situação, questionando a relação entre eles e sinalizando um possível atrito. Aparentemente, após um pedido de desculpas por parte de Nikolas, uma publicação sobre o tema foi removida, levantando suspeitas sobre a influência de Vorcaro.

Pedidos Relacionados a Negócios de Mineração

Além das questões sobre os voos, em março de 2025, conforme documentos apresentados, Nikolas entrou em contato novamente com Vorcaro, buscando apoio em um projeto de mineração que interessava a Thiago Faria. O contrato em questão estipulava 25% dos lucros para o escritório de Faria, com estimativas entre US$ 30 milhões e US$ 45 milhões. É relevante mencionar que Thiago Faria já estava vinculado a empresas sob investigação na operação Rejeito.

Requerimentos de Documentação e Transparência

Lindbergh e Rogério solicitaram à PGR que obtenha todas as comunicações de Vorcaro, investigue os voos financiados em favor de Nikolas e examine a atuação de Thiago Faria em órgãos públicos relacionados ao projeto de mineração. Além disso, pedem que as informações sejam compartilhadas com as investigações da operação Rejeito, que inclua a oitiva dos envolvidos e, se necessário, o levantamento de sigilos telemáticos e bancários.

A representação argumenta que o caso deve ser analisado pelo STF, visto que Nikolas Ferreira ocupa uma cadeira na Câmara dos Deputados e os eventos de 2024 e 2025 estão interligados à sua função pública.