Um professor e maestro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), de 47 anos, foi indiciado pela Polícia Civil do estado por assédio sexual e constrangimento ilegal. As denúncias envolvem três alunas da instituição, gerando preocupação na comunidade acadêmica de Cuiabá.
O inquérito inicial apurou um caso em que uma estudante de música de 21 anos, participante de um projeto de extensão coordenado pelo docente, teria sido alvo de assédio. A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá informou que, durante a investigação, foram ouvidas testemunhas, incluindo familiares e colegas da vítima.
Os depoimentos corroboraram o relato de que a estudante apresentava sinais de abalo emocional e que o professor tinha um comportamento considerado invasivo. Apesar de o professor negar as acusações, a Polícia Civil concluiu que havia indícios suficientes para o indiciamento por assédio sexual.
Além deste caso, uma segunda investigação envolveu duas musicistas, de 23 e 39 anos, que também relataram comportamentos inadequados do docente. Segundo relatos, durante uma reunião em novembro de 2025, antes de um ensaio no Departamento de Artes da universidade, o professor teria solicitado que as musicistas persuadissem a estudante do primeiro caso a retornar às atividades do projeto.
Durante essa reunião, o professor teria impedido a saída das vítimas por cerca de três minutos, posicionando-se em frente à porta. Após conseguir deixar o local, as musicistas procuraram abrigo em um espaço diferente da universidade, onde se mostraram visivelmente nervosas e abaladas emocionalmente.
O professor, ao ser interrogado, negou que tivesse restringido a liberdade das musicistas e afirmou que a reunião era dirigida apenas a assuntos relacionados ao projeto musical. Contudo, a Polícia Civil decidiu indiciá-lo também por constrangimento ilegal.
Ambos os inquéritos foram concluídos e encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que agora avaliarão as evidências e determinarão as medidas cabíveis a serem tomadas.




