O candidato à Presidência da República Wilson Grassi, que concorre pelo partido Democrata (antigo Partido da Mulher Brasileira), está tomando medidas legais para assegurar que seu nome de urna, "Veterinário Wilson Grassi", seja reconhecido nas pesquisas eleitorais. Em uma ação recente, Grassi entrou com um pedido contra diversos institutos de pesquisa, como Vox Brasil, Real Time e Nexus, alegando que eles não o identificam corretamente nas amostras.
Grassi, conhecido por seu ativismo em prol dos direitos dos animais, apresentou sua representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na segunda-feira, dia 17. Sua equipe identificou um total de 24 pesquisas em andamento que, segundo ele, o mencionam apenas como "Wilson Grassi" ou "Wilson Grassi Jr.", sem incluir a designação de "veterinário".
Na documentação entregue ao TSE, o candidato argumenta que a inclusão de seu nome de urna é essencial para que os resultados das pesquisas sejam válidos. "A candidatura é registrada com um nome de urna porque essa é a forma como o candidato é reconhecido socialmente. Se o instituto de pesquisa ignora esse critério, os resultados gerados não são confiáveis e, portanto, viciados", afirma Rayna Cristo, a advogada responsável pela campanha de Grassi.
O Brasil conta atualmente com treze candidatos na corrida presidencial. A maioria deles tem utilizado seus nomes completos, com exceções notáveis como Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Romeu Zema (Novo), que optaram por versões mais curtas de seus nomes. Grassi, ao lado do escritor Augusto Cury, que concorre pelo Avante, é um dos poucos a manter um nome de urna mais extenso.
Na mais recente pesquisa BTG/Sensus, divulgada na segunda-feira, apenas sete candidatos conseguiram pontuar nas preferências eleitorais. A disputa, até o momento, está sendo polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), com outros candidatos como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Zema, Cury e Samara Martins (UP) também figurando nas intenções de voto.




