Desavenças familiares culminam em tragédia
Na última sexta-feira (14), a Polícia Civil prendeu um homem suspeito de ter encomendado a morte de seu primo, o ex-prefeito de Pontalina, José Porto de Andrade. A motivação para o crime estaria ligada a um desentendimento entre os dois, que ocorreu após um jogo de baralho em fevereiro deste ano, onde houve uma troca de ameaças.
Confissão e detalhes do crime
Durante a investigação, o primo do ex-prefeito confessou ter contratado um executor para cometer o homicídio, afirmando ter pago a quantia de R$ 100 mil. Ele alegou que seu medo de que José Porto tentasse lhe fazer mal o levou a tomar essa decisão extrema. De acordo com informações da Polícia Civil, o planejamento do crime se iniciou cerca de cinco meses antes da execução.
José Porto, de 88 anos, foi atingido por disparos enquanto conversava com um amigo em frente à sua casa, localizada em Pontalina, no sul de Goiás. O ataque ocorreu no dia 21 de julho, quando um homem se aproximou da vítima e disparou três vezes pelas costas. Após 15 dias internado, o ex-prefeito faleceu no dia 6 de agosto.
Investigações em andamento
O delegado André Luiz Barbosa, responsável pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos e Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, mencionou que a investigação foi iniciada imediatamente após o crime. Os investigadores focaram nas relações familiares e pessoais da vítima, bem como em possíveis desavenças e imagens de câmeras de segurança para entender a dinâmica do homicídio.
As câmeras revelaram que o autor dos disparos permaneceu nas redondezas da casa de José Porto por cerca de duas horas e meia antes de efetuar os disparos. O crime se concretizou por volta das 11h10.
Elementos que ligam o suspeito ao crime
Outro aspecto crucial da investigação foi a motocicleta utilizada no crime, que foi adquirida pelo primo dias antes do assassinato. O veículo estava equipado com uma placa clonada, o que levantou suspeitas sobre sua utilização para a prática delituosa. As imagens de monitoramento ajudaram a mapear a movimentação da motocicleta antes e depois do crime, levando à identificação do primo como um dos mandantes.
Os investigadores também apreenderam um projétil e um radiocomunicador no local do crime, evidências que reforçam a teoria de que o assassinato foi premeditado. A delegada Tereza Nabarro, da Delegacia de Pontalina, destacou que a utilização da placa clonada e do comunicador indicam um planejamento cuidadoso do crime.
Prisão e buscas em andamento
A prisão do primo como suposto mandante foi uma parte da operação que incluiu o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão. Um segundo homem também foi abordado por sua participação na compra da motocicleta, mas acredita-se que ele não tenha conhecimento do uso do veículo para o crime.
A investigação continua, com a Polícia Civil procurando entender o papel de cada indivíduo envolvido. Embora o ex-prefeito estivesse consciente após o ataque, seu estado de saúde se deteriorou rapidamente, o que impediu que ele fosse ouvido formalmente durante as apurações. O executor dos disparos permanece foragido e está sendo ativamente procurado pelas autoridades.




