A Polícia Civil de São Paulo segue em busca do celular do tenente Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, que foi alvo de um atentado no final de junho. O oficial, que pertence à elite da Polícia Militar, foi baleado enquanto aguardava em um semáforo em São Caetano do Sul e permanece internado em estado grave.
No Hospital Estadual Mário Covas, localizado em Santo André, Pimentel iniciou nesta segunda-feira (6) o processo de redução gradual da sedação. Segundo informações de fontes policiais consultadas pelo Metrópoles, o aparelho do tenente ainda não foi encontrado e não foi entregue às autoridades.
Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento do ataque, mostrando um garupa se aproximando e atirando à queima-roupa na cabeça do policial, que estava sem qualquer pertence em risco. Após o disparo, os suspeitos fugiram sem levar nada, o que leva a polícia a considerar que o ato foi premeditado.
As investigações revelaram que os criminosos teriam monitorado a rotina do tenente antes de executar o plano. Outras câmeras de segurança registraram a movimentação dos suspeitos nas imediações, o que levanta a hipótese de uma ação planejada.
Até o momento, a polícia não conseguiu identificar a arma utilizada no crime, uma vez que a bala permanece alojada no crânio do tenente. Além disso, denúncias indicam pelo menos seis suspeitos envolvidos no ataque, mas até agora, nenhuma ligação concreta com o crime foi confirmada por parte das autoridades.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo está realizando investigações paralelas, tanto na Polícia Civil quanto na Polícia Militar, para esclarecer todos os detalhes do ocorrido. Esse inquérito busca entender as motivações por trás do ataque, sem descartar qualquer hipótese.
Recentemente, a SSP anunciou uma recompensa de R$ 50 mil para quem fornecer informações que ajudem a localizar Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, apontado como o principal suspeito do atentado. As autoridades acreditam que ele ainda esteja em território brasileiro.
A situação do tenente Pimentel é monitorada de perto, e sua família e colegas de trabalho têm demonstrado apoio durante este momento difícil. O caso continua a ser um foco de atenção da mídia e da sociedade, que aguardam avanços nas investigações.




