Polícia Civil realiza operação contra fraudes digitais em Limeira
Nesta terça-feira, dia 7 de julho, a Polícia Civil de São Paulo prendeu dois indivíduos e confiscou 31 automóveis durante a segunda fase de uma operação direcionada a combater o estelionato, lavagem de dinheiro e a formação de organizações criminosas. A ação ocorreu em diversos estacionamentos da cidade de Limeira, localizada no interior do estado.
Os detidos, identificados como Alon Keikon Souza Silva e Wagner Luis de Aguiar, são suspeitos de participarem de um esquema complexo de fraude eletrônica que explora a ferramenta “Cofrinho Cartão”, uma funcionalidade de carteiras digitais. De acordo com as investigações, os criminosos utilizavam essa ferramenta para obter crédito, ressarcindo os valores e, em seguida, cancelando as operações, o que causava perdas significativas às instituições financeiras.
A investigação revelou uma organização criminosa bem estruturada, onde as funções eram distribuídas entre financiadores, operadores e beneficiários dos valores obtidos de forma ilícita. Os presos são apontados como responsáveis pela captação de novos envolvidos e pela gestão do fluxo financeiro da quadrilha.
A operação também resultou na apreensão de bens de luxo, como veículos de alto padrão, relógios de marcas renomadas, óculos de designer, equipamentos eletrônicos e uma arma de fogo com numeração suprimida. Segundo as autoridades, esses itens são evidências substanciais da prática de lavagem de dinheiro e da elevada capacidade financeira da organização criminosa investigada.
Objetivos da Operação Chargeback
A Operação Chargeback visa cumprir um total de 42 mandados de busca e apreensão, além de oito ordens de prisão temporária. Nos últimos dez dias, outros quatro suspeitos foram detidos, e o valor estimado dos bens apreendidos já ultrapassa R$ 5 milhões.
O veículo de comunicação Metrópoles contatou o escritório Bertolo & Teixeira Sociedade de Advogados, que representa Alon Keikon, mas não obteve retorno até o momento da publicação. A defesa de Wagner, por sua vez, afirmou que o processo está sob sigilo e, portanto, o acesso aos documentos cautelares não foi liberado, dificultando a análise detalhada dos pontos da investigação.




