A polícia da Alemanha está redobrando os esforços na busca por um homem suspeito de estar envolvido em um ataque que deixou uma vítima fatal e 29 feridos durante a Parada do Orgulho LGBTQ+, realizada em Berlim na noite de sábado, 25 de julho. O incidente ocorreu quando o indivíduo entrou em uma área restrita do evento e dirigiu seu veículo em direção aos participantes, provocando pânico e caos.
Após o atropelamento, o motorista, identificado como Abdul B., de 21 anos, perdeu o controle do carro e, em seguida, atacou pessoas com um facão, conforme relatado por Alexander Dobrindt, ministro do Interior alemão. A polícia confirmou a prisão de Abdul B., que, segundo informações, tem vínculos com a cena islâmica de Berlim. As autoridades locais estão solicitando a colaboração da população na busca e pedem cautela, já que o homem pode estar armado e representa um risco.
Fontes da mídia alemã revelaram que Abdul B. havia tentado anteriormente viajar para a Síria em 2025, na intenção de se unir ao Estado Islâmico, mas foi detido no aeroporto. Ele permaneceu sob custódia até maio deste ano, quando as investigações sobre possíveis atividades terroristas foram arquivadas.
A investigação agora se estende para determinar se outras pessoas colaboraram no ataque. Relatos indicam que um segundo suspeito foi detido na mesma noite do incidente. As autoridades estão realizando buscas em estações de metrô e residências, incluindo o endereço onde Abdul B. morava, na tentativa de reunir mais evidências.
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que o ataque será tratado com a máxima seriedade. Em suas redes sociais, ele declarou: "Somos uma nação aberta e amante da liberdade — e preservaremos e defenderemos isso. O ato será investigado e punido com o máximo rigor. Meus pensamentos estão com as vítimas e suas famílias, e desejo uma rápida recuperação aos feridos. Agradeço aos socorristas por seu empenho."




