Belo Horizonte – A cidade se despede da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais, Michele Leão Azevedo, de 41 anos, que será velada e sepultada nesta quarta-feira (22/7). A cerimônia ocorre dois dias após sua morte, quando foi levada ao Hospital Odilon Behrens já sem vida.
O velório está programado para acontecer das 9h às 15h na Capela da Funerária São Cristóvão, situada na Rua Cecildes Moreira de Faria, número 135, no bairro Nova Gameleira. O sepultamento será realizado às 16h no Cemitério da Paz, localizado na Região Noroeste da capital mineira.
O principal suspeito do homicídio é o marido da vítima, Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, que é 3º sargento da PMMG. Ele foi preso em flagrante sob a acusação de feminicídio e permanece detido em uma unidade prisional militar enquanto a investigação avança.
Segundo relatos de colegas da corporação, Michele chegou ao hospital com sinais de múltiplas lesões, incluindo traumatismo craniano e marcas que indicavam agressões físicas. A equipe médica constatou que a morte ocorreu provavelmente entre quatro a seis horas antes da chegada ao hospital.
Eduardo Abner declarou em seu depoimento que, na noite anterior à morte de Michele, o casal havia realizado uma confraternização em casa. Ele afirmou que, após a saída dos convidados, ambos consumiram bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy, e que a noite incluiu práticas de dominação consensuais.
O sargento alegou que Michele teria caído de uma escada, sofrendo um ferimento na cabeça, e que a vítima se recusou a buscar atendimento médico. Segundo ele, ela foi encontrada desacordada horas depois, o que o levou a levá-la ao hospital.
No entanto, a Polícia Civil investiga a dinâmica do acontecimento e aguarda os laudos periciais para determinar a verdadeira causa da morte. A mãe da capitã revelou à polícia que Michele havia vivenciado um relacionamento abusivo e que tentava finalizar o casamento, mas Eduardo não aceitava a separação.
Outro ponto relevante foi uma ação realizada no hospital, onde um policial militar flagrou Eduardo descartando uma caixa que continha 18 comprimidos de ecstasy em uma lixeira do banheiro. A droga foi apreendida e, por conta disso, ele também está sendo investigado por tráfico de drogas.
A Polícia Civil continua sua apuração para elucidar a totalidade dos eventos que culminaram na morte da capitã Michele Leão Azevedo.




