Acordo firmado após atropelamento em Goiânia
O policial militar Vinícius Carvalho Pedrosa, lotado no Distrito Federal, estabeleceu um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público de Goiás (MPGO). A decisão foi tomada para evitar que uma ação penal contra ele prosseguisse. O indiciamento se deu após o atropelamento do cabo da Polícia Militar de Goiás, Alessandro de Oliveira Lopes, que prestava socorro ao cantor Israel, da famosa dupla com Rodolffo, na BR-153, em Goiânia.
O militar de primeira classe estava respondendo por lesão corporal culposa no trânsito e omissão de socorro. De acordo com as investigações, o incidente ocorreu nas primeiras horas da manhã do dia 25 de maio, quando o cantor Israel, dirigindo seu veículo, colidiu com um cavalo que cruzou a rodovia. O impacto deixou o carro imobilizado na pista e acionou os airbags.
Na tentativa de ajudar, o cabo Lopes estacionou no acostamento e atravessou a pista, acreditando que o cantor e possíveis ocupantes do veículo estavam em perigo. Durante esse ato, ele foi atropelado pelo Ford Fiesta que Vinícius dirigia, que, segundo a Polícia Civil de Goiás, estava em alta velocidade.
Ação da Justiça e termos do acordo
A investigação revelou que o soldado não apenas colidiu com o carro acidentado e a mureta da rodovia, mas também deixou o local sem prestar socorro à vítima, abandonando seu veículo cerca de 100 metros depois. A condução imprudente foi identificada como a causa principal das lesões sofridas pelo cabo Lopes.
O acordo, proposto pelo MPGO e aceito por Vinícius, inclui o pagamento de R$ 3 mil ao Estado, parcelados em dez vezes de R$ 300, além de R$ 20 mil à vítima do atropelamento. A homologação do acordo pela Justiça ocorreu em 7 de julho, com base nos requisitos do artigo 28-A do Código de Processo Penal.
O acidente e suas consequências
O cantor Israel, que vinha de um show em São Paulo, não sofreu ferimentos durante o incidente. Ele relatou posteriormente que a baixa visibilidade na estrada, agravada pela iluminação deficiente, contribuiu para a fatalidade. Israel mencionou que não teve tempo de frear antes de colidir com o cavalo, que, com o impacto, foi arremessado para o outro lado da pista.
Imagens da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostraram a extensão dos danos ao veículo, que teve a parte frontal severamente destruída. Além do acidente, Israel ressaltou que a colisão com o cavalo causou uma reação em cadeia, resultando em outros acidentes na rodovia, onde veículos em alta velocidade não conseguiram parar a tempo.
Considerações finais
Até o momento, não foi possível localizar a defesa do soldado da PMDF para comentários sobre o acordo. O espaço permanece aberto para manifestações.




