Belo Horizonte – O Partido Liberal (PL) de Minas Gerais anunciou que não irá registrar a candidatura da pastora Renata Vieira para deputada, após ela ter sido flagrada agredindo um entregador de móveis em Contagem, na região metropolitana da capital mineira. Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (24/7), o partido afirmou que, em razão dos eventos envolvendo a pastora, decidiu apresentar apenas uma chapa para a disputa eleitoral, excluindo a filiada mencionada.

A confusão ocorreu no dia 16 de julho, quando vídeos mostraram Renata Vieira atacando fisicamente o entregador, que estava realizando a entrega de um sofá. A pastora alega que foi agredida primeiro, afirmando ter reagido às ações do entregador. Segundo testemunhas ligadas ao trabalhador, a discussão teve origem em ofensas de cunho político durante a entrega.

Renata Vieira apresentou hematomas e passou por atendimento médico, além de realizar um exame de corpo de delito. Em uma declaração posterior, a pastora reconheceu que cometeu um erro, mas reforçou que apenas se defendeu de agressões. A alegação de que a motivação da briga seria política ainda não foi comprovada.

A Polícia Civil está investigando o caso e pretende analisar as imagens da ocorrência. O PL enfatizou em sua nota que não tolera qualquer forma de violência ou conduta que vá contra os princípios de respeito e civilidade que devem ser seguidos por seus membros. A decisão de não apoiar a candidatura de Renata é vista como uma medida política, relacionada à gravidade do incidente, sem ser considerada uma punição disciplinar.

Durante a repercussão do caso, Renata Vieira afirmou que o entregador a reconheceu como uma pré-candidata do PL e que, após isso, começou a proferir ofensas, culminando na agressão física. Ela também mencionou que o episódio foi uma armadilha criada por vizinhos, classificando a situação como uma “cilada de Satanás”.

O Conselho de Ética do partido informou que dará continuidade ao processo de apuração sobre a conduta da pastora, garantindo a ela o direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme prevê o Estatuto do PL. Após a investigação, o conselho poderá aplicar sanções que variam desde advertência até a exclusão do partido, dependendo das conclusões.

A equipe de reportagem tentou entrar em contato com Renata Vieira para obter um posicionamento sobre a decisão do partido, mas não obteve retorno.