No aeroporto internacional de Soekarno-Hatta, em Jacarta, um piloto da Malaysia Airlines foi preso ao desembarcar com 70 mil comprimidos de ecstasy em sua bagagem. O incidente ocorreu logo após o avião ter pousado, levantando sérias preocupações sobre a segurança aérea.

O homem, que tem 39 anos, não teve seu nome completo revelado pelas autoridades, que apenas o identificaram pelas iniciais M.S. Ele havia realizado um voo entre Kuala Lumpur e Jacarta na noite de quarta-feira, 29 de julho.

Durante a revista na alfândega, as autoridades encontraram 14 pacotes contendo os comprimidos de ecstasy, além de quatro gramas de metanfetamina na bagagem de mão do piloto. Informações preliminares indicam que ele transportou as substâncias ilícitas a pedido de uma pessoa ainda não identificada, em troca de uma compensação financeira de 50.000 ringgits, equivalente a cerca de R$ 62 mil.

O oficial que supervisionou o caso relatou que o teste de urina do piloto resultou positivo para metanfetamina, MDMA e cocaína. Essa situação é alarmante, especialmente considerando que a pessoa estava no comando de uma aeronave com passageiros a bordo. “O que nos preocupa é que essa pessoa é piloto. Ele havia acabado de pilotar um voo de Kuala Lumpur para a Indonésia”, declarou um porta-voz da polícia local.

A polícia informou que o piloto poderia ser considerado um mensageiro a serviço de um cartel internacional de drogas, e que essa não seria a primeira vez que ele estaria envolvido em atividades de tráfico para a Indonésia. O tráfico de drogas é um crime severamente punido no país, podendo resultar em prisão perpétua ou até pena de morte, embora as execuções estejam suspensas há uma década.

A Malaysia Airlines emitiu um comunicado reafirmando seu compromisso em cooperar com as autoridades competentes e seguir todas as leis e regulamentos pertinentes ao caso. A companhia aérea espera que o caso seja tratado com a máxima seriedade, dada a gravidade da situação.