A Polícia Federal (PF) deu um passo importante na nova fase da Operação Sem Desconto, ao empregar tecnologias de rastreamento para monitorar um dos principais alvos da investigação. A ação, que obteve autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu que a PF acessasse dados de telefonia móvel com um objetivo específico: evitar que Willer Tomaz, um advogado influente em Brasília, escapasse antes da execução dos mandados de busca e apreensão.

O foco na mobilidade de Tomaz se justifica pela sua suposta relação com um esquema logístico que facilitaria atividades ilícitas. Segundo o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, há evidências de que o advogado mantém vínculos com empresas de táxi aéreo, além de ter acesso a pilotos e outros meios de transporte privado, o que potencializa sua capacidade de se deslocar rapidamente entre Brasília e o Maranhão.

A documentação judicial destaca a importância deste rastreamento, enfatizando que a infraestrutura utilizada por Tomaz permitiria movimentos ágeis, o que representava um risco para a investigação. Para evitar possíveis fugas, a PF solicitou a quebra de sigilo dos dados telefônicos do advogado, com a finalidade exclusiva de localização. A ordem foi dada com caráter de urgência, o que demonstra a seriedade da situação.

Com isso, a operadora foi instruída a fornecer o histórico de conexões das Estações Rádio-Base (ERBs), que incluíam informações como códigos de setor, azimute, latitude e longitude. Esses dados vitais permitiram que a polícia acompanhasse, em tempo real, os movimentos do celular de Tomaz durante o desdobramento da operação.

A utilização dessa tecnologia mostra a estratégia moderna adotada pela PF, que busca não apenas cumprir os mandados de busca e apreensão, mas também garantir que os envolvidos no esquema não consigam se desfazer de provas materiais antes da ação policial. A eficiência dessa abordagem ressalta a importância da tecnologia no combate ao crime organizado e na manutenção da ordem pública.