Apreensão de Arma e Implicações Legais
A Polícia Federal (PF) realizou a apreensão de uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta quarta-feira, 8 de julho, em Cachoeirinha do Sul, no Rio Grande do Sul. A arma, uma espingarda calibre .12 da marca Maestro Arms Company, estava na residência do proprietário de uma fábrica de armamentos que havia presenteado Bolsonaro com o item.
Embora a espingarda tenha sido encontrada, a PF informou que a arma nunca chegou a ser entregue ao ex-presidente. O endereço onde ocorreu a apreensão diverge do que foi previamente indicado pela defesa de Bolsonaro, que havia fornecido informações sobre a localização do armamento.
Armas Relacionadas ao Ex-Presidente
Com essa operação, a PF já confiscou nove das dez armas registradas em nome de Bolsonaro. A única exceção é uma pistola Glock, que, segundo a defesa do ex-presidente, está sob a custódia da Polícia Civil do Distrito Federal, pois foi apreendida com um agente que realiza a segurança de Bolsonaro.
Atualmente, a PF tem em seu poder as seguintes armas registradas no nome do ex-presidente:
- Pistola Forjas Taurus, calibre .380 (permitido);
- Pistola Forjas Taurus, calibre .40 (restrito);
- Carabina/Fuzil Springfield Armory, calibre 7,62 mm (restrito);
- Espingarda Typhoon, calibre 12 GA (restrito);
- Pistola Arex, calibre 9 mm Parabellum (restrito);
- Pistola SIG-Sauer, calibre 9 mm Parabellum (restrito);
- Espingarda Maestro Arms Company, calibre 12 GA (permitido);
- Carabina/Fuzil Caracal, calibre 5,56 mm;
- Pistola Caracal, calibre 9 mm Parabellum.
Contexto da Ação da PF
A operação de busca e apreensão foi autorizada por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O intuito da diligência era localizar as armas na residência do ex-presidente, em meio a uma série de divergências sobre o paradeiro dos armamentos em questão. Apesar da expectativa, a PF não encontrou armas na casa de Bolsonaro durante a ação.
A situação reflete tensões políticas e jurídicas em torno da posse de armas por figuras públicas no Brasil, levantando questões sobre a responsabilidade e regulamentação do uso de armamento por ex-mandatários.




