Uma recente pesquisa da consultoria Zuban Córdoba y Asociados tem causado agitação entre os petistas, ao mostrar que a maioria da população argentina desaprova os insultos proferidos pelo presidente Javier Milei contra Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento, realizado entre 8 e 10 de agosto, captura a percepção de 1.200 argentinos com mais de 16 anos.
De acordo com a pesquisa, 70,5% dos entrevistados desaprovam as declarações de Milei, que o chamou de "ladrão" e "presidiário" durante sua visita a São Paulo. Em contrapartida, apenas 20% expressaram apoio a suas declarações, enquanto 9,5% não souberam ou não quiseram responder.
Outro dado interessante da pesquisa é que 38,3% dos argentinos que desaprovam as críticas de Milei a Lula votaram nele no segundo turno das eleições de 2023. Além disso, 19,2% dos indecisos também foram eleitores de Milei, indicando uma possível dissonância entre a escolha eleitoral e a posição sobre as ofensas.
A pesquisa foi conduzida com um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 2,83 pontos percentuais, refletindo um panorama significativo da opinião pública. Na mesma ocasião, Milei continuou a ofender Lula e outros membros do governo brasileiro na mídia, o que levou o Itamaraty a convocar o embaixador Júlio Bitelli de volta ao Brasil, diminuindo a relação diplomática entre os dois países.
Para Gustavo Córdoba, diretor da consultoria responsável pela pesquisa, o estudo foi inteiramente financiado com recursos próprios e não teve nenhuma encomenda de brasileiros, sendo parte de um boletim mensal denominado "El Domingo de Datos". Ele indicou que novas medições sobre o Brasil e Lula devem ocorrer futuramente.
Além das opiniões sobre Milei, a pesquisa também revelou que 88,9% dos participantes consideram o Brasil um parceiro econômico importante para a Argentina. Notavelmente, a percepção varia entre os gêneros e faixas etárias: 14% das mulheres acreditam que o Brasil não é relevante economicamente, comparado a apenas 7,5% dos homens. A faixa etária acima de 60 anos é a que mais valoriza a importância do Brasil, enquanto jovens entre 16 e 30 anos são os menos convencidos.
Dentro do eleitorado de Milei, apenas 18,5% consideram o Brasil um parceiro comercial irrelevante, um número que despenca para 2,5% entre aqueles que votaram em Sergio Massa.




