Resultados da perícia indicam agressões em Gisele Alves Santana

Um exame necroscópico realizado na policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta em seu apartamento na zona leste de São Paulo em fevereiro, revelou que as marcas em seu rosto e pescoço são resultado de agressões perpetradas por um adulto. O coronel Geraldo Rosa Neto, seu companheiro, é o principal suspeito do caso e encontra-se preso preventivamente no presídio militar Romão Gomes.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML), acessado pela reportagem, traz declarações do médico legista Tadeu Corrêa, que descartou a possibilidade de que as lesões tenham sido causadas pela filha de Gisele, uma menina de apenas 7 anos, como argumentou a defesa do coronel durante a investigação. Segundo o perito, a força necessária para causar as feridas é incompatível com a capacidade de uma criança dessa idade.

Detalhes do laudo e suas implicações

O laudo pericial afirma que "a força empregada é de elevada energia e análoga a um contexto de contenção ou imobilização". Corrêa enfatizou que não há como uma criança, mesmo durante uma interação carinhosa, conseguir causar lesões desse tipo em um adulto. A análise das lesões revelou que foram infligidas segundos antes da morte, sugerindo que as agressões e o disparo da arma que atingiu Gisele fazem parte do mesmo ato.

O tenente-coronel Rosa Neto nega as acusações, sustentando a versão de que a morte de Gisele foi um suicídio. Ele argumenta que as marcas em seu pescoço poderiam ter sido feitas pela filha durante um momento em que a criança estava sendo segurada por Gisele.

Contexto da morte e investigações subsequentes

Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento que dividia com o coronel. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas testemunhas e familiares contestaram essa versão. Com base nas evidências, a Polícia Civil reclassificou a morte como suspeita, levando à conclusão de que se tratou de um feminicídio.

  • A posição da arma na mão da vítima e inconsistências no relato de Rosa Neto foram fatores cruciais para a investigação.
  • Testemunhas relataram um histórico de relacionamento abusivo entre o casal, o que gerou ainda mais dúvidas sobre a versão apresentada.
  • Recentemente, a Polícia Civil indiciou o tenente-coronel por feminicídio e fraude processual.

Geraldo Leite Neto foi detido em sua residência em São José dos Campos, enquanto a investigação continua a reunir informações e depoimentos que possam elucidar o caso.