No último sábado, 1º de agosto, um perfil oficial de Nicolás Maduro nas redes sociais divulgou uma carta destinada à população venezuelana, em meio aos eventos da Marcha para Jesus. A mensagem, publicada no Telegram, não se sabe ao certo se foi redigida pelo próprio Maduro, que se encontra detido em Nova York desde janeiro de 2023, ou se foi elaborada por sua equipe.

Na comunicação, o ex-presidente expressou uma saudação à Marcha, destacando a participação de jovens, famílias e comunidades. Ele enfatizou o caráter resiliente e esperançoso do povo venezuelano, afirmando que "cada passo em direção ao diálogo ajuda a consolidar a paz, a convivência e a unidade entre os venezuelanos".

O texto mencionado ocorre em um contexto onde Maduro e sua esposa foram capturados durante uma operação militar dos Estados Unidos, que alegaram a necessidade de julgá-los por diversas acusações, incluindo narcotráfico e tráfico de armas — ambos negam veementemente as alegações.

Na mensagem, Maduro, que governou por mais de dez anos, tocou em questões de fé, mencionando também as eleições programadas para 2024, nas quais ele foi criticado por suposta fraude. "Essa fé viva nos confirma que, com união nacional, oração e ação, a Venezuela poderá conquistar grandes avanços", escreveu.

Apesar de sua detenção, as redes sociais de Maduro continuam operando ativamente, com uma contagem que já ultrapassa 212 dias de prisão, acompanhada de uma mensagem constante de "Os queremos de volta". Não há informações oficiais sobre quem gerencia esses perfis. Desde a remoção de Maduro, Delcy Rodríguez, sua ex-vice-presidente, assumiu a presidência da Venezuela, com a anuência dos Estados Unidos, que agora desempenham um papel central na administração do país e no controle das reservas de petróleo venezuelanas.