Nova denúncia contra Pedro Turra
O ex-piloto de corrida Pedro Turra, atualmente detido por envolvimento no homicídio de Rodrigo Castanheiras, enfrenta uma nova acusação. A Justiça do Distrito Federal aceitou, nesta quinta-feira (16/7), uma denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) que o acusa de fornecer bebidas alcoólicas a uma adolescente e de praticar constrangimento ilegal.
A denúncia inclui a realização de audiência de instrução e julgamento, conforme decisão do juiz André Silva Ribeiro, da 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras. O magistrado concluiu que não existem elementos que justifiquem a absolvição sumária e decidiu que a ação penal deve prosseguir.
Detalhes sobre o incidente
A vítima, que na época contava com 17 anos, prestou queixa na 38ª Delegacia de Polícia de Vicente Pires, relatando que foi compelida a consumir bebida alcoólica durante uma festa no Jockey Club, ocorrida em junho do ano passado. De acordo com o relato, ela era amiga da namorada de Turra e começou a se integrar ao grupo de amigos do ex-piloto.
Conforme a adolescente, Turra insistiu para que ela bebesse vodca. Mesmo com sua negativa, ele teria solicitado que outros presentes a segurassem, e posteriormente a encurralou em um canto da festa. Nesse momento, ele teria ordenado: "Abre a porra da boca" e forçado a ingestão da bebida. Um vídeo do episódio foi anexado à investigação policial.
Medidas cautelares mantidas
Além da nova denúncia, a Justiça também avaliou o pedido de revogação das medidas cautelares impostas à mãe e à namorada de Pedro Turra. Ambas estão sob investigação por suposta tentativa de intimidar uma testemunha do caso. O juiz Gilmar Rodrigues da Silva, responsável pela análise, decidiu pela manutenção das restrições, que incluem proibição de contato com a vítima e seus familiares, bem como a restrição de publicações em redes sociais que possam expor a testemunha.
As investigadas alegaram serem alvos de uma "perseguição coordenada" e defenderam que as medidas eram desproporcionais, afirmando que apenas buscavam seu direito de resposta. Contudo, o Ministério Público se manifestou contra o pedido, e o juiz considerou que as alegações não justificam a revogação das medidas cautelares, que visam proteger a integridade da vítima e reduzir a hostilidade entre as partes.
O juiz também ressaltou que as postagens feitas pelas investigadas tinham potencial para comprometer a privacidade da testemunha e sua liberdade, apontando que a exposição pública da vítima poderia ser prejudicial, especialmente considerando a repercussão do caso.




