A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) levou a cabo uma ação significativa na última quarta-feira (1º de julho), desarticulando uma central clandestina de mineração de criptomoedas, que utilizava energia elétrica de forma ilegal. Esta operação, localizada em um galpão na Estrada da Ilha, em Guaratiba, na Zona Oeste, levantou preocupações sobre os impactos do uso indevido de recursos públicos.

De acordo com informações da corporação, a quantidade de energia consumida pela chamada "bunker de cripto" era equivalente ao abastecimento de aproximadamente 150 residências. A investigação teve início após um trabalho de inteligência que identificou uma residência como ponto de operação para a mineração de criptomoedas, utilizando furto de energia pública.

Com base nas evidências coletadas, os agentes da PCERJ se dirigiram ao endereço suspeito. Ao adentrarem na propriedade, notaram indícios claros da atividade ilegal, como a presença de maquinário em grande escala, suportes para cabos elétricos robustos e um exaustor industrial que exalava ar aquecido, típico do funcionamento desse tipo de instalação.

Após uma análise detalhada do local, os policiais localizaram várias máquinas de mineração ativas, todas operando com energia elétrica proveniente de uma ligação clandestina. Técnicos da concessionária Light corroboraram essa informação, revelando que a operação utilizava extensões de cabos sem medidores de energia, o que confirmava a irregularidade da instalação.

Os especialistas da Light afirmaram que o consumo de energia registrado pela central era alarmante, suficiente para atender cerca de 150 casas. A perícia criminal realizada no local validou essas constatações, confirmando o desvio de energia elétrica.

O proprietário do imóvel foi convidado a comparecer à 17ª DP para prestar esclarecimentos sobre as atividades suspeitas. Paralelamente, a polícia já havia identificado o responsável pela operação das máquinas de mineração e está em busca de sua prisão. Todos os equipamentos envolvidos na atividade ilegal foram apreendidos, e as investigações continuam com o objetivo de descobrir outros possíveis envolvidos na prática criminosa.