No dia 25 de junho, o influenciador digital Paulo Figueiredo, conhecido por seu apoio a figuras do bolsonarismo, publicou um vídeo que rapidamente se tornou um ponto de discussão acalorada nas redes sociais. Nele, Figueiredo faz críticas contundentes à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, afirmando que "mulheres votam mal" nas eleições.
Figueiredo, que é próximo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e atua como um influente articulador político nos Estados Unidos, não poupou palavras ao rebatê-la. O influenciador argumenta que o vídeo em que Michelle expressa ter se sentido "humilhada" por seu filho, Flávio Bolsonaro, e a atuação do PL Mulher, prejudica a pré-candidatura dele, que segundo ele, já enfrenta dificuldades com o eleitorado feminino.
O influenciador disparou: "Em que diabos o PL Mulher, com todas essas parlamentares, ajudou a candidatura do Flávio até agora? Em todas as pesquisas, onde o Flávio vai pior é no eleitorado feminino. E agora, temos uma presidente do PL Mulher dizendo que foi humilhada pelo candidato do PL. Parabéns, bela ajuda!".
Seus comentários não se restringiram apenas a Michelle. Figueiredo fez uma análise demográfica sobre o voto feminino, sugerindo que a inclusão de mulheres na política é uma ideia "feminista" e "marxista", que não se alinha com a direita. Segundo ele, "a mulher vota estatisticamente muito mal, especialmente as solteiras. Já as casadas tendem a seguir a votação dos maridos. Se olharmos para a história eleitoral dos EUA, onde apenas mulheres votassem, todos os resultados teriam sido em favor dos democratas até hoje."
A situação se intensificou ainda mais quando Flávio Bolsonaro, em resposta ao vídeo de Michelle, manifestou seu desejo de reunir lideranças femininas conservadoras, buscando apoio da senadora Damares Alves. Damares, que foi ex-ministra, ainda não confirmou sua participação no encontro, o que gerou críticas de Figueiredo, que insinuou que ela deveria ser mais proativa.
A reação de Damares ao comentário de Figueiredo foi direta. Ela declarou que o influenciador "se esconde atrás do computador" e que ele não a conhece pessoalmente. A troca de farpas entre os dois reforça a tensão existente dentro do próprio campo político.
Esses desdobramentos revelam não apenas a fragilidade das relações políticas dentro do bolsonarismo, mas também a necessidade das figuras públicas de se posicionarem de maneira assertiva para conquistar a confiança do eleitorado feminino, que, conforme os dados apresentados, é crucial para o sucesso nas próximas eleições.




