Belo Horizonte – A tragédia atingiu a comunidade religiosa e familiar ao redor do pastor Romildo Batista de Lima, que perdeu a vida em um terremoto devastador na Venezuela. O pastor, natural de Chapada de Minas e residente em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, tinha acabado de celebrar seu 69º aniversário, no último dia 21 de junho.
Romildo estava em uma viagem ao lado de sua esposa, Carlha Nacarid, que é venezuelana, para visitar os pais dela e comemorar a data especial. A alegria da celebração se transformou em desespero na quinta-feira, dia 25 de junho, quando um forte terremoto atingiu o país. Durante o sismo, o casal buscou abrigo, mas, infelizmente, uma parede desabou sobre eles.
Após o acidente, Romildo foi rapidamente socorrido e encaminhado a um hospital, mas não conseguiu resistir aos ferimentos. Sua esposa, Carlha, sofreu uma fratura na bacia e permanece internada, lutando pela recuperação.
Em declaração à imprensa, a sobrinha do pastor, Jhulya Ribeiro Lima, relatou que o casal estava hospedado em uma pousada, aguardando o retorno ao Brasil, após ter deixado a casa dos pais de Carlha, que fica distante do aeroporto. Romildo era amplamente reconhecido como um homem de fé, amoroso e dedicado à família, sendo querido por todos ao seu redor.
As consequências do terremoto na Venezuela foram catastróficas, com o número de mortos subindo para 1.450, de acordo com informações do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Ele também relatou que 774 edifícios foram afetados, resultando no desabamento de 189 estruturas e danos parciais em 585 outras.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil se manifestou sobre a tragédia, ressaltando a importância do respeito à privacidade das famílias envolvidas e a Lei de Acesso à Informação, e por isso não divulga detalhes sobre a assistência consular prestada a brasileiros no exterior.
A morte de Romildo Batista de Lima é uma perda para a comunidade, que o lembrará por sua dedicação e fé inabalável. Familiares e amigos se reúnem em oração pela recuperação de Carlha e pelas vítimas do desastre natural.




