Em uma recente entrevista, o senador e candidato ao governo de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, do partido Republicanos, declarou que, na sua avaliação, o estado não está "quebrado". Segundo ele, a regularidade no pagamento dos salários de políticos e servidores é um indicativo da saúde financeira do estado.

A dívida de Minas Gerais com a União, que alcança cerca de R$ 180 bilhões, é gerida por meio de um acordo conhecido como Propag. Cleitinho observou que, enquanto os salários dos governantes e juízes estão sendo quitados pontualmente, não se pode afirmar que o estado enfrenta uma crise severa. "O dia que eu ver um município, um estado ou um país quebrado é o dia que eu ver um salário de político atrasado", ressaltou o candidato.

Este é o terceiro encontro da plataforma Metrópoles com candidatos ao governo do estado, que já apresentou as entrevistas com Flávio Roscoe (PL) e Alexandre Kalil (PDT). Cleitinho fez questão de destacar que o ex-governador Fernando Pimentel (PT) deixou uma dívida de quase R$ 89 bilhões, um aumento de R$ 23 bilhões em relação à gestão de Antônio Anastasia (PSDB).

A gestão atual de Romeu Zema (Novo) ainda não registrou amortização da dívida ou dos juros envolvidos, em parte devido a uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). Para contornar essa situação, foi concebido o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, que visa reestruturar o débito ao longo de 30 anos, com correção monetária e condições que permitem a redução da taxa de juros em caso de pagamentos antecipados.

Cleitinho enfatizou que, caso seja eleito, seu primeiro passo será dialogar com o futuro presidente e buscar uma solução para a dívida. Ele ressaltou a necessidade de apoio do governo federal, mencionando que não observou nenhum candidato à presidência manifestando interesse em ajudar Minas Gerais, apenas mencionando a importância do estado nas eleições nacionais: "Quem ganha em Minas Gerais, ganha no Brasil".

Os especialistas avaliam que a responsabilidade crescente da dívida, que aumentará em 20% a cada ano até atingir 100% em 2030, pode comprometer a capacidade de investimento do estado e pressionar suas finanças de maneira significativa.