Na quinta-feira, dia 3 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por fazer uma gravação em vídeo para se pronunciar sobre a crescente crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa decisão ocorreu após a divulgação de mensagens que revelam um contato próximo entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
A gravação foi realizada no início da noite, por volta das 19h, no gabinete presidencial no Palácio do Planalto. Naquele momento, Lula ainda não tinha conhecimento de que Moraes havia solicitado a investigação de André Mendonça, que é responsável por ter tornado públicas as mensagens controversas.
O texto que o presidente leu foi elaborado em conjunto pelos ministros Sidônio Palmeira, que comanda a Secretaria de Comunicação (Secom), e Jorge Messias, da Advocacia Geral da União (AGU), além de outros assessores do governo. Assim que a gravação foi concluída, a equipe da Secom se apressou para divulgar o material, que foi disponibilizado à imprensa logo após as 20h.
A crise no STF havia atingido um novo patamar, com a solicitação de Moraes para investigar Mendonça, e a equipe de Lula avaliou que o momento era propício para a veiculação do vídeo. Auxiliares do presidente consideraram que a escalada da situação poderia gerar um aumento no interesse pelo vídeo, potencialmente beneficiando a imagem de Lula em meio à sua campanha eleitoral.
De acordo com aliados, Lula sentiu que não poderia permanecer em silêncio diante da crise, pois isso poderia ter repercussões negativas na sua candidatura. A figura de Moraes, que está intimamente ligada à de Lula, acabou se tornando um ponto crucial na comunicação do presidente.
No vídeo, Lula fez menções indiretas à relação de Vorcaro com figuras influentes e recordou que o banqueiro foi preso durante o seu governo. Além disso, o presidente defendeu a importância de uma investigação abrangente, sem proteção a qualquer envolvido, afirmando que “é fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem, doa a quem doer”.




