Em um desdobramento trágico, Breno de Souza Castro, de 24 anos, confessou ter assassinado suas duas filhas, Ísis Helena, de 3 anos, e Lais Heloísa, de 5 anos, em um ato de extrema violência ocorrido na Cidade Dutra, zona sul de São Paulo. O crime, que chocou a comunidade local, traz à tona a questão da liberdade condicional concedida ao pai, que já havia enfrentado problemas legais anteriormente.

Castro foi preso em junho de 2023 por roubo e, após cumprir parte de sua pena na Penitenciária de São Vicente II, recebeu a liberdade condicional em outubro de 2025. A decisão da Justiça foi baseada no seu suposto bom comportamento durante a detenção. Contudo, essa liberação veio acompanhada de restrições, como o cumprimento de horários e a proibição de deixar a comarca sem autorização.

O crime ocorreu no último domingo, 9 de agosto, Dia dos Pais. Breno se apresentou no 48º Distrito Policial, onde confessou ter estrangulado suas filhas e deixou os corpos em seu veículo. As meninas estavam sob sua responsabilidade no final de semana, em um momento que deveria ser de convivência familiar.

A mãe das crianças, Jennifer Nayra Alves, expressou sua dor e indignação nas redes sociais, revelando que estava em um relacionamento conturbado com Breno, marcado por agressões e traições. Segundo seu relato, eles estavam separados desde março de 2025, mas ele não aceitava o fim do relacionamento.

De acordo com informações obtidas pela reportagem, o assassinato teria sido motivado por ciúmes. Após ver uma foto de Jennifer com amigas nas redes sociais, Breno enviou uma mensagem a ela afirmando que ela nunca mais veria as filhas. Ele havia prometido levar as crianças ao Museu do Ipiranga, mas, ao invés disso, cometeu a barbaridade.

A polícia foi acionada quando Jennifer, preocupada com o desaparecimento das filhas, contatou as autoridades. Ao chegar ao local, ela recebeu a devastadora notícia sobre o falecimento das meninas. O caso está sendo tratado pela Justiça como um duplo homicídio qualificado, incluindo violência doméstica devido ao histórico de agressões relatado pela mãe.

O crime, de natureza hedionda, resultou na conversão da prisão em flagrante de Breno para preventiva, sem a possibilidade de fiança. As investigações continuam, e a comunidade lamenta profundamente a perda das duas jovens vidas, que deveriam ter sido protegidas e amadas.

As imagens de Breno, que possui uma tatuagem com o nome da filha mais velha em seu peito, revelam uma faceta contraditória de um pai que se tornou um assassino. Este trágico episódio ressalta a gravidade da violência familiar e a necessidade de um sistema de justiça que proteja as vítimas.