Uma tragédia familiar veio à tona após a descoberta do corpo de Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, encontrado em sua casa na última segunda-feira (3/8). O pai da criança, Igor Gustavo Veloso de Sousa, de 33 anos, se tornou o foco das investigações, especialmente ao se revelar um histórico de ameaças contra a mãe do menino.
Em 2023, a ex-companheira de Igor, mãe de Gustavo, registrou duas queixas contra ele, alegando ameaças e comportamentos agressivos. Conforme apurações, a mulher conseguiu uma medida protetiva de urgência contra o advogado, que na época presidia o Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins (OAB-TO).
Os registros policiais contêm áudios enviados pelo advogado para a mãe da criança, nos quais ele proferiu ameaças graves após uma discussão sobre a guarda de Gustavo, que na época tinha apenas oito meses. Em uma das mensagens, Igor chegou a afirmar: “Sua sorte é que você estava com o menino no colo e havia muita gente na rua. Não vai ter próxima, mas se tiver você não escapa porque eu te meto uma bala na cara”.
Após esses episódios, a mulher também relatou que o portão de sua residência havia sido arrombado e, novamente, apontou Igor como responsável pelo incidente. Diante das denúncias, a justiça determinou o afastamento imediato do advogado, permitindo apenas a retirada de itens pessoais com a supervisão de uma autoridade policial.
O caso ganhou ainda mais complexidade com a morte de Gustavo. De acordo com a certidão de óbito obtida, a criança faleceu em decorrência de choque hemorrágico e neurogênico, hemorragia interna, laceração intestinal e violência sexual. Igor compareceu à 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil para relatar a morte do filho, alegando que o encontrou sem vida pela manhã, mas esperou horas para comunicar a polícia devido ao seu estado emocional.
A perícia realizada no local revelou indícios que levaram a Polícia Civil a tratar a morte de Gustavo como suspeita, resultando na abertura de um inquérito. As investigações estão sob responsabilidade da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas (TO), que já iniciou a coleta de depoimentos de familiares e testemunhas para elucidar os eventos que levaram à morte da criança.
Este caso ressalta a importância de se tratar a violência doméstica com a seriedade que merece, e a necessidade de proteção às vítimas em situações de risco. A sociedade aguarda por respostas sobre as circunstâncias da morte do menino e como as autoridades irão proceder para garantir justiça.




