Um incidente alarmante mobilizou as autoridades de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, após um adolescente de apenas 12 anos ser hospitalizado em estado crítico. O jovem, que sofreu queimaduras de terceiro grau, precisou passar por intubação devido à gravidade de suas lesões.

A situação começou a ser investigada pela Polícia Civil, que instaurou um inquérito para esclarecer os detalhes do ocorrido, especialmente em razão das versões contraditórias apresentadas por aqueles envolvidos. Inicialmente, a vítima afirmou que seu colega, também de 12 anos, teria ateado fogo em seu corpo de forma intencional, após uma discussão entre eles.

No entanto, o amigo que estava com a vítima apresentou uma narrativa distinta durante seu depoimento. De acordo com sua versão, ambos estavam brincando nos fundos de uma residência e decidiram utilizar um galão de cinco litros de álcool para atear fogo em uma pedra. A vítima segurava a pedra enquanto o colega despejava o combustível. Ao acender um isqueiro, ocorreu uma explosão que projetou o líquido em chamas contra o garoto.

O suspeito afirmou ter tentado socorrer a vítima imediatamente, ligando o chuveiro da casa, mas alegou que o abastecimento de água falhou. Ele então recorreu a recipientes e uma mangueira na tentativa de conter as chamas. No entanto, a vítima ficou cerca de 30 minutos dentro da casa antes de conseguir sair e pedir ajuda.

O resgate se deu quando coletores de lixo que passavam pela área notaram a situação e chamaram moradores locais para levarem a criança ao hospital. Durante a investigação, a Polícia Civil também descobriu que o garoto que morava na casa estava sem a supervisão de adultos no momento do incidente. Isso levou o Conselho Tutelar a ser acionado para acompanhar o caso.

O boletim de ocorrência foi inicialmente registrado como tentativa de homicídio e abandono de incapaz. As investigações continuam em andamento, com o objetivo de esclarecer a verdadeira dinâmica dos eventos e determinar as responsabilidades legais dos envolvidos.