A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou o envio de 10 mil bolsas mortuárias para a Venezuela, em resposta ao desastre causado por dois fortes terremotos que atingiram o país na última quarta-feira, 24 de junho.

Até a data de ontem, o governo venezuelano havia confirmado 1.719 mortes, mas as estimativas indicam que esse número pode aumentar nos próximos dias. Gianluca Rampolla Del Tindaro, coordenador da ONU na Venezuela, afirmou: "Estamos colaborando estreitamente com as autoridades locais e, embora não possamos especular sobre números não oficiais, sabemos que mais de 2.500 estruturas foram afetadas, muitas delas colapsaram completamente. Portanto, os números de vítimas podem ser maiores do que os anunciados."

Além das fatalidades, a ONU estima que cerca de 50 mil pessoas estejam desaparecidas em decorrência dos terremotos. Imagens divulgadas recentemente mostram corpos de vítimas em filas, aguardando procedimentos de identificação, com os mesmos sendo colocados em sacos mortuários enquanto cidadãos buscam informações sobre seus entes queridos desaparecidos.

Vários países, ao menos 27 até o momento, estão oferecendo assistência à Venezuela, demonstrando solidariedade em meio a essa tragédia. O impacto dos terremotos foi alarmante, com um deles medindo 7,1 na escala Richter e o segundo, 7,5, ambos com epicentros localizados próximo à cidade de Morón, no norte do país.

A profundidade do primeiro tremor, que ocorreu a cerca de 21 quilômetros, contribuiu para que as cidades próximas sentissem os tremores de forma intensa. Em Caracas, moradores relataram danos em edificações e nuvens de poeira invadiram diversas áreas da capital.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) confirmou as magnitudes dos abalos sísmicos, enquanto o Serviço Geológico Colombiano (SGC) registrou que o tremor foi sentido em várias regiões da Colômbia. Após os terremotos, o Centro de Alerta de Tsunamis dos EUA emitiu um aviso para áreas costeiras a até 300 quilômetros do epicentro, que incluiu partes de Porto Rico e Ilhas Virgens Americanas, embora posteriormente as autoridades tenham descartado riscos significativos para locais mais distantes.

O cenário na Venezuela continua sendo de desespero e reconstrução, e a ajuda internacional será crucial para o país se recuperar dessa crise humanitária.