Suspensão do Registro Profissional
A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal (OAB-DF) anunciou a suspensão do advogado Guilherme Aguiar Alves, de 35 anos, investigado por fraudes que totalizam R$ 3 milhões. Até o momento, mais de 30 vítimas, incluindo colegas de profissão e familiares, apresentaram queixas formais sobre o caso.
A suspensão permanecerá em vigor até 22 de setembro e pode ser estendida por mais 360 dias após esse período. A medida foi adotada em resposta a uma série de boletins de ocorrência que foram registrados nas delegacias de polícia da 14ª e 20ª, localizadas no Gama, além de ações judiciais que tramitam na esfera cível.
Como os Golpes Foram Realizados
De acordo com os relatos das vítimas, Guilherme Aguiar Alves abordava as pessoas afirmando que precisava de dinheiro para fechar contratos jurídicos ou para adquirir sistemas processuais para um escritório em São Paulo. Em troca, prometia devolver os valores investidos com altos juros em um curto espaço de tempo, em algumas situações prometendo mais do que o dobro do investimento inicial.
- Primeiro Caso: Um advogado de 34 anos transferiu R$ 50 mil após ser convencido a investir em um suposto negócio. A promessa era de que o valor se transformaria em R$ 220 mil. Entretanto, o advogado começou a atrasar os pagamentos.
- Carro Como Garantia: Uma mulher de 36 anos afirmou ter investido R$ 80 mil em um projeto relacionado à compra de um sistema judicial prometendo retorno de 100%. Embora tenha recebido cerca de R$ 106 mil nos primeiros meses, os pagamentos foram interrompidos sem justificativa plausível.
- Atrasos Reiterados: Outro advogado, de 39 anos, também foi enganado ao investir R$ 50 mil sob a promessa de um retorno de R$ 200 mil. Ele alegou ter recebido apenas uma parte do valor, enquanto o suposto golpista apresentava uma sequência de desculpas para os atrasos nos pagamentos.
Consequências e Reações
A reportagem tentou entrar em contato com Guilherme Aguiar Alves para ouvir sua versão dos fatos, mas não obteve resposta. O espaço permanece aberto para manifestações do advogado, que deve se pronunciar sobre as acusações que pesam contra ele.
O caso levanta questões cruciais sobre a necessidade de vigilância e prevenção contra fraudes, especialmente em um meio onde a confiança e a ética são fundamentais. A OAB-DF continua a investigar o caso, e as vítimas são encorajadas a registrar suas experiências.




