Na noite deste domingo (9/8), o clima esquentou após o debate eleitoral entre Fernando Haddad (PT) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), decidiu se pronunciar ao candidato petista, buscando esclarecimentos sobre suas críticas à administração atual da cidade.
A interação ocorreu logo após o término do programa, quando Nunes, visivelmente insatisfeito, se dirigiu a Haddad. O incômodo do prefeito estava relacionado a uma observação feita por Haddad que ironizava a declaração de Tarcísio, que havia classificado Nunes como o "melhor prefeito da história" de São Paulo, provocando risadas entre os assessores do petista.
Haddad não hesitou em responder à provocação, ressaltando que Nunes, apesar de herdar uma gestão com R$ 80 bilhões em caixa, está atualmente endividando a cidade. O ex-ministro da Fazenda também mencionou um controvertido contrato de R$ 108 milhões da Prefeitura com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), responsável pela instalação de pontos de wi-fi na cidade. Esse contrato, que gerou suspeitas de desvio de verba, é ligado à produtora de um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O petista criticou a afirmação de Tarcísio, chamando-a de "coisa incrível", e fez alucinações sobre as implicações do contrato de wi-fi, insinuando que parte do dinheiro poderia estar sendo desviado para o PCC e para a produção do filme de Bolsonaro. "Peça calma e não abuse da retórica. Não gostaria de ser desrespeitado", afirmou Haddad.
Após o confronto verbal, Nunes se dirigiu à imprensa para esclarecer sua posição. Ele expressou sua indignação sobre a menção ao contrato de wi-fi, argumentando que não era correto associá-lo a questões de irregularidades. "Falei a ele que você não deve fazer isso porque sabe que não há nada errado da minha parte", disse o prefeito.
Nunes ainda destacou a importância do debate e a oportunidade de apresentar ideias. Ele mencionou que Haddad não conseguiu se reeleger em 2016, perdendo para votos nulos e brancos, um ponto que ele acredita que deveria ser considerado na atual corrida eleitoral.




