A recente ausência de Eduardo Paes (PSD) no primeiro debate entre os candidatos ao governo do Rio de Janeiro, transmitido pela Band no último domingo (9/8), não impediu que ele se tornasse um dos principais alvos de críticas. Como líder nas pesquisas eleitorais, sua figura foi constantemente mencionada pelos adversários ao longo do confronto.

Douglas Ruas (PL), um dos candidatos que busca diminuir a vantagem de Paes, foi pressionado a se distanciar de sua atual aliança política, especialmente em relação a figuras controversas como o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, que se encontra preso, e o ex-governador Cláudio Castro (PL).

Durante o debate, William Siri (PSOL) questionou Ruas sobre sua conexão com Bacellar, um tema delicado, já que Ruas havia anteriormente defendido a candidatura do ex-presidente da Alerj ao governo. Quando perguntado se Bacellar ainda poderia ser considerado para uma candidatura caso não tivesse problemas legais, Ruas se afastou da associação, reafirmando sua trajetória política independente e criticando o histórico recente de segurança pública do estado, que, segundo ele, foi mal gerido.

Apesar de buscar se dissociar de figuras polêmicas, Ruas também fez questão de enfatizar sua ligação com o bolsonarismo. Ele mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em seu discurso, agradecendo ao presidente pela confiança em sua candidatura e anunciando a participação de Flávio Bolsonaro, seu colega de partido e candidato à presidência, no lançamento de sua campanha, agendado para 16 de agosto.

Outro momento marcante do debate foi quando o assunto sobre violência contra a mulher trouxe Eduardo Paes de volta à discussão. Ruas fez alusão a declarações passadas do ex-prefeito e também citou Pedro Paulo (PSD), um aliado de Paes e candidato ao Senado, que enfrentou acusações de agressão feitas por sua ex-esposa, embora o caso tenha sido arquivado pela Justiça em 2016.

André Marinho (Novo) aproveitou a oportunidade para disparar críticas a Paes, chamando-o de "fujão" e "homem de geleia" por sua ausência. Além disso, ele imitou o ex-prefeito ao responder a questionamentos sobre saúde pública, numa tentativa de desqualificar sua postura.

Anthony Garotinho (Republicanos) também direcionou suas criticas às alianças políticas de seus concorrentes, mencionando Bacellar e a deputada estadual Lucinha (PSD), a qual está sob investigação por possíveis conexões com milícias. Este ataque reflete a tensão crescente entre candidatos que buscam se destacar em um cenário eleitoral marcado por controvérsias e rivalidades.