Na última atualização sobre os devastadores terremotos que atingiram a Venezuela, o governo interino informou que o número de mortos subiu para 2.595. A nova contagem, divulgada nesta quinta-feira, 2 de julho, representa um acréscimo de 300 vítimas em comparação ao balanço anterior, que registrava 2.295 fatalities. Esta situação trágica foi reportada pela presidente interina, Delcy Rodríguez.
As operações de busca e resgate continuam em áreas severamente afetadas. Embora o governo ainda não tenha atualizado os números de feridos e desalojados, informações preliminares indicam que mais de 11 mil pessoas estão feridas e cerca de 12.841 cidadãos perderam suas residências.
Os locais mais atingidos pelos tremores foram Caracas e La Guaira, onde 189 edifícios desabaram completamente devido à intensidade dos sismos. Delcy Rodríguez elogiou a resposta das autoridades, destacando que o sistema nacional de proteção civil foi ativado imediatamente após os abalos. Aproximadamente 4 mil agentes foram mobilizados para auxiliar nas operações de resgate.
Em uma demonstração de gratidão, a presidente interina agradeceu publicamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente de El Salvador, Nayib Bukele, pela ajuda humanitária oferecida. “Em nome da Venezuela, expresso minha gratidão aos socorristas internacionais”, afirmou Rodríguez, enfatizando a solidariedade global.
Após os terremotos, que ocorreram na quarta-feira da semana passada e geraram magnitudes de 7,2 e 7,5, mais de 600 réplicas foram registradas. Apesar de manter a população em estado de alerta, o governo afirmou que essas réplicas não causaram danos adicionais significativos. Todavia, especialistas acreditam que o número de vítimas pode continuar a aumentar, uma vez que as buscas permanecem em andamento.
As Nações Unidas já estimaram que cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas, complicando ainda mais o cenário. Em resposta ao aumento da demanda por recursos para a gestão da crise, o coordenador humanitário da ONU na Venezuela anunciou que a organização está preparando 10 mil sacos para armazenamento de corpos, prevendo a necessidade de novos resgates nas áreas mais devastadas.




