Reservatórios do Cantareira estão em nível crítico
Em agosto, o Sistema Cantareira continua a enfrentar dificuldades, permanecendo na faixa de alerta com uma capacidade de 37,2%. Desde o início de julho, os reservatórios perderam cerca de 25 bilhões de litros de água, resultando em limitações na captação para as cidades da Grande São Paulo.
Captação de água e regulamentações
A captação de água é regulada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que autoriza a Sabesp a retirar até 27 metros cúbicos por segundo (m³/s) do sistema quando o volume útil fica entre 30% e 40%. Vale destacar que essa retirada também inclui a vazão da Usina Hidrelétrica Jaguari, que abastece parte da bacia do Rio Paraíba do Sul e o estado do Rio de Janeiro.
Expectativas para o período chuvoso
As expectativas para uma possível recuperação do nível de água aumentam com a aproximação do período chuvoso, que se inicia em outubro, embora a influência do fenômeno El Niño possa impactar essa recuperação. De acordo com as medições até agora, o Cantareira recebeu apenas 11,7 mm de chuva em julho, bem abaixo da média histórica de 42,4 mm.
Vazão afluente e comparações históricas
A baixa precipitação resultou em uma vazão afluente de apenas 15,3 m³/s, significativamente inferior à média histórica de 26,6 m³/s. Em comparação com o mesmo período de 2025, o sistema apresenta uma quantidade de água inferior, com 365 bilhões de litros atualmente, contra 413 bilhões de litros há dois anos.
Comparação com anos anteriores
É alarmante notar que desde 2023, o Cantareira tem registrado perda anual de água. Em 2023, o sistema tinha 781,9 bilhões de litros, o que é mais do que o dobro do volume atual. Apesar da crítica situação atual, o cenário em 2026 é mais favorável do que o enfrentado em 2015, quando o sistema operava no chamado "volume morto".
Condições dos demais reservatórios
Apesar da crise hídrica que atinge o Cantareira, outras fontes de abastecimento, como o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), estão apresentando melhores condições, com 48,9% de capacidade total. Isso representa uma leve melhora em relação a 2022, quando a capacidade era de 46,1%. No entanto, a interconexão entre os sistemas significa que, para compensar a situação no Cantareira, as represas do Guarapiranga e do Alto Tietê estão sendo esvaziadas mais rapidamente do que o normal.




