Na noite de segunda-feira, 13 de julho, um incidente inusitado chamou a atenção na Avenida Paulista, um dos principais pontos de São Paulo. O neurocirurgião Douglas Ramos, de 69 anos, foi detido por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) enquanto conduzia um veículo Mercedes de alto luxo, equipado com giroflex e sirene, imitando uma viatura policial.
Os agentes da Rondas Ostensivas Municipais (Romu) perceberam o carro apresentando uma condução irregular, circulando em zigue-zague e com os sinais luminosos ativos. Ao abordarem o veículo, os oficiais identificaram o motorista como um médico especializado em neurocirurgia.
Durante a abordagem, uma pistola de calibre 9mm foi encontrada na cintura do neurocirurgião, além de um revólver calibre 357 que estava no interior do carro. A situação levantou preocupações sobre a legalidade do porte das armas, considerando que Douglas não apresentou a documentação necessária que comprove sua condição de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), como ele alegou em seu depoimento.
O médico justificou sua direção imprudente afirmando que estava atrasado para um compromisso profissional. No entanto, a explicação não foi suficiente para evitar sua prisão em flagrante, e ele foi encaminhado ao 78º Distrito Policial, localizado no Jardins, onde a situação foi formalmente registrada.
Este caso levanta questões sobre a segurança pública e o uso indevido de veículos de luxo para simular uma função de autoridade. A GCM segue investigando o episódio e apurando se há mais irregularidades relacionadas ao porte das armas encontradas.




