As tratativas entre os advogados do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e o empresário Daniel Vorcaro, que já foi controlador do Banco Master, não avançaram e foram oficialmente encerradas.

O advogado Cézar Bitencourt se reuniu com Vorcaro em três ocasiões nas dependências da Papudinha para discutir uma possível defesa do banqueiro. No entanto, as negociações não progrediram, resultando na saída de Bitencourt e de sua equipe da mesa de negociações.

Atualmente, Vorcaro continua sendo representado pelo advogado Sérgio Leonardo, que permanece à frente de sua defesa. O banqueiro está sob custódia em regime preventivo, após uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

É importante ressaltar que Cézar Bitencourt já teve um papel significativo na colaboração premiada de Mauro Cid frente à Polícia Federal (PF) no inquérito relacionado a um suposto golpe, que culminou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Desde sua prisão em 26 de junho, Vorcaro tem enfrentado um cenário jurídico complexo. Sua detenção ocorreu após a frustração na tentativa de firmar um acordo de colaboração com a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR), cujas duas propostas de delação foram rejeitadas por não trazerem informações relevantes que pudessem contribuir para as investigações.

Além do caso de Vorcaro, a PF também está buscando apoio da Interpol para rastrear ativos do empresário no exterior. Recentemente, outros detalhes surgiram, como visitas de Ciro Nogueira e de um motorista de Vorcaro a quatro deputados, e a intimação do banqueiro para pagamento de dívidas em ações judiciais.

Contexto e Implicações Legais

A ausência de acordo de delação e a saída de Bitencourt levantam questões sobre o futuro jurídico de Vorcaro. Com a manutenção do atual advogado, o banqueiro deve continuar a se defender das acusações que pesam sobre ele, enquanto a investigação prossegue.