O Ministério Público do Tocantins (MPTO) deu início a uma investigação sobre uma funcionária da Secretaria de Saúde que, segundo informações, estaria residindo no Paraguai para estudar medicina, enquanto outras pessoas assinavam suas folhas de ponto no Hospital Regional de Xambioá e no município de Ananás.
A irregularidade foi inicialmente levantada em uma denúncia formal, registrada no Diário Oficial do MPTO na quarta-feira, 24 de junho. O caso chamou a atenção do órgão após receber relatos sobre a situação da servidora, que pode estar utilizando de forma indevida a estrutura pública para manter sua posição no serviço.
A Universidad Autónoma San Sebastián de San Lorenzo (UASS) confirmou ao MPTO que a funcionária está matriculada em seu curso de medicina. Essa informação levou o Ministério Público a considerar a necessidade de um aprofundamento nas investigações para verificar a real frequência acadêmica da servidora em comparação com as suas obrigações no trabalho.
O promotor de Justiça de Xambioá, Helder Lima, solicitou que a universidade paraguaia envie o histórico acadêmico completo da servidora, bem como a grade de horários das aulas e os registros de assiduidade. Essa documentação será crucial para determinar se houve de fato uma fraude nas assinaturas das folhas de ponto.
Após a recepção e análise dos documentos, o MPTO irá decidir sobre os próximos passos da investigação, a fim de garantir a integridade do serviço público e a responsabilidade de seus servidores.
Esse tipo de apuração é essencial para assegurar que os recursos públicos sejam utilizados de maneira adequada e que os profissionais da saúde cumpram com suas obrigações, especialmente em tempos em que a eficiência no atendimento é tão necessária.




